quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Se te ofende - Boicote!

Não é papel da imprensa ser amigável com alguém, pelo contrário, para manter sua imparcialidade faz-se necessário expor a verdade independente a quem ou o que afeta. Mas a história nos mostra o contrário, principalmente quando tratamos da imprensa brasileira. Os meios de comunicação brasileiros sempre trabalharam a serviço de determinados grupos, a tal informação independente é tão utópica quanto qualquer outro idealismo político, os poucos profissionais que tentam manter a ética de sua profissão, rapidamente perdem espaço.

No esporte, mais especificamente no futebol, esse rabo é um pouco mais preso. Primeiramente existe a paixão clubística de cada profissional; depois há também o interesse de muitos empresários na divulgação de esse ou aquele atleta; há também o fator político, pois inúmeros diretores de clubes são diretamente ligados aos órgãos de imprensa; ainda podemos citar os conflitos de patrocínio; e por último, e mais relevante, a falta de responsabilidade e profissionalismo daqueles que hoje de alguma forma são deformadores de opinião.

Alguns desses comunicadores defendem suas opiniões de forma tão esdrúxula e vulgar que só o meio do futebol é capaz de comportá-los. São idiotas mal instruídos que de algum modo conseguiram um espaço no meio do futebol  - ex-jogadores, humoristas, filinhos de papai, empresários, locutores, entre outros. Outros já são mais eruditos mas não menos maldosos, são capazes de manipular informações de forma sutil ostentando a bandeira da imparcialidade.

Por muitas vezes nós palmeirenses somos acusados de ter mania de perseguição, mas não existe um sentimento coletivo sem um motivo. Uma torcida não é um organismo único que pode sofrer de um transtorno psicológico qualquer, nem mesmo nós palmeirenses pertencemos a um grupo social com criação e ideologia parecida, seria impossível compartilhar uma mesma visão de forma unanime se essa fosse apenas uma cisma. Todo palmeirense sabe que determinados veículos esculacham o Palmeiras e não é questão de cisma. Sabemos da culpa da própria política palmeirense que fornece essas informações, mas é demais um jornalista se dedicar a apenas divulgar picuinhas irrelevantes de dentro do clube e em contrapartida só divulgar maravilhas dos demais. A coisa é tão agressiva por vezes, que nem fazem questão de esconder rancor. Cabe a nós palmeirenses não contribuir com esses calhordas os prestigiando com nossa audiência. Eu mesmo era ouvinte antigo de um programa de rádio chamado Estádio 97 e após ofensas seguidas e persistentes ao Palmeiras, parei de escutar! Incluo nessa lista, apenas para citar os mais acintosos, a parte de esporte da Rádio Jovem Pan, Folha de SP, blog do Perrone e Lance.

Se você palmeirense concorda comigo, boicote também e propague a idéia, caso não concorde, mantenha-se como audiência desses meios e conviva com as notícias do tipo, mas não reclame.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Irrelevâncias

Segunda-feira nem tive vontade de escrever sobre o clássico, não que eu tenha achado que o Palmeiras jogou mal, mas não ganhou novamente e já tem se tornado uma redundância para esse time os termos "jogou melhor mais não ganhou" ou "foi prejudicado pela arbitragem".

Espero que nos próximos jogos contra Vasco e Corinthians o Palmeiras ganhe e não só jogue melhor.

Kleber

Ontem pipocou na mídia uma cópia da inscrição de Kleber na Gaviões da Fiel quando ele ainda era adolescente. O mais engraçado é que a "provocação" surtiu mais efeitos sobre os rivais do que sobre nós palmeirenses, para falar a verdade é até infame. Sabe aquele cara idiota que faz uma piada idiota e ri da própria piada como idiota, enquanto o alvo da brincadeira fica sem entender nada.

Conversei com vários amigos palmeirenses durante o dia e ninguém estava surpreso ou ofendido com o fato, alias, era de conhecimento de todos que o Kleber era corintiano quando pequeno, tal qual diversos jogadores que passaram pelo Palmeiras. É evidente que há muitos jogadores corintianos, assim como flamenguistas, pois são os times mais populares do país, quem não enxerga isso é burro ou algo do gênero, mas é diferente o amor que se sente por um clube de infância e a dedicação que se tem ao clube que defende. Quando o jogador opta por se tornar profissional a identificação por uma camisa não depende mais de torcida, mas de quão ele se sentiu bem naquele ambiente. Temos inúmeros exemplos de jogadores, que reconhecidamente torciam por outro clube na infância, mas que honraram a camisa palmeirense enquanto a defenderam e muitos guardam grande respeito pelo time até, casos como Cesar Sampaio, Zinho e Edmundo.

O caso de Kleber chamou a atenção por ele mesmo sempre se colocar como palmeirense. Não vou questionar se esse sentimento é verdadeiro ou não, mas com essas declarações as exigências de lealdade acabam tornado-se maiores, como ocorreu na ocasião da proposta do Flamengo. Pessoalmente não levo em consideração as declarações de amor feitas por jogadores, para mim isso é tudo balela para ganhar torcida, prefiro que enquanto esteja em campo o jogador respeite o valor daquela camisa, se dedique, vibre, corra e até brigue ser for necessário e que quando quiser sair do clube, que o deixe de um modo digno. Kleber em campo se dedica e por enquanto ainda merece nosso respeito, que prossiga honrando a camisa que é ela a quem devemos idolatrar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Em galinheiro sem dono, pintinho canta de galo!

É difícil comentar sobre o jogo de ontem sem ser repetitivo, para isso bastaria copiar e colar o comentário de uma centena de jogos do Palmeiras e mudar personagens, local e data. Quantos jogos iguais a este, contra o Bahia, não assistimos nos últimos anos? O Palmeiras joga melhor, pressiona, perde um caminhão de gols, é prejudicado pela arbitragem e cede o empate em casa em um jogo que precisava ganhar.

O engraçado é que geralmente os árbitros - que para mim não são ruins não, são safados mesmo e mal intencionados – costumam favorecer o time da casa ou então o time maior, mas com o Palmeiras a história muda, pois erros de arbitragem contra times menores são recorrentes tanto em casa quanto fora. Ainda no campo das coisas "engraçadas" está o fato de o Palmeiras ser o time mais desrespeitado pela imprensa, que dispara notícias falsas ou capciosas a todo o momento, sem a menor preocupação. Em galinheiro que tem dono, galo novo entra piando, do contrário já entra cantando forte.

O papel de vitima já tem me enojado, não me conformo em toda hora tudo conspirar contra o Palmeiras. Cara! Somos a 4ª maior torcida do país; temos mais jogos televisionados que Flamengo e São Paulo, que significa que o time atrai grande audiência nacional; o 5º no mundo que mais vende camisas dentre os patrocinados pela Adidas, ficando atrás apenas de times de ponta da Europa, que demonstra a devoção de nossa imensa torcida; o maior campeão nacional e o time com mais vantagens em confrontos; todas as seleções brasileiras campeãs do mundo tinham um palmeirense no elenco. E porque com toda essa força na teoria, na pratica não impomos respeito algum a federações e órgãos de imprensa?

Simples! Pois as pessoas que comandam o clube não têm respeito algum por nossa história e por nossa torcida e são fracos, patéticos, corruptos e incompetentes.

Quem respeitaria um time de dimensões colossais administrado como um clube recreativo de qualquer esquina? Nossa história é de um time que tem um clube e não ao contrário, mas nossa política é pequena, medíocre, como a de um condomínio ou de um negócio familiar, onde se vive de picuinhas, conflitozinhos e birrinhas, onde se torce contra só para provar que estava certo nem que seja referente ao cloro da piscina. É uma caralhada de conselheiro e diretor que não faz porra nenhuma, apenas vive nos cantos chupando o saco de alguém em troca de um favor banal. O que esses boçais, que enxergam o Palmeiras como apenas um clube em Perdizes não sabem é que o Palmeiras não pertence àquela meia dúzia de sócios e sim aos milhões de torcedores espalhados por cada canto do Brasil, que sustentam toda essa porra toda com o dinheiro de camisa, ingressos, patrocínio, televisão e licenciamento de produtos, ou eles acham que esses contratos milionários são feitos para o associado que está preocupado com o prédio que tapará o sol da piscina?

Nós torcedores palmeirenses somos donos do Palmeiras, pois damos muito mais que recebemos e se não fosse por nós com certeza toda história de glórias já teria ido junto com as enchentes da Turiaçú. Está na hora de o Palmeiras ter uma representação com tamanho e devoção de sua torcida e só vejo essa saída quando o time de futebol se desvincular da política do clube e a torcida passe a ser parte ativa do processo eletivo. Não cabe mais ficarmos como meros expectadores passivos em um processo político onde quem decide não necessariamente se importa com futebol.

Tenho certeza absoluta que se nossa diretoria representasse de fato a grandeza do Palmeiras, filho da puta nenhum viria aqui para São Paulo nos roubar, porque só avança quem tem espaço, e nenhum jornalista de merda viveria de lançar boatos do time.    

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A conta de Beiruteria e os males do poder absoluto

Nas palavras de nosso excelentíssimo vice-presidente o Palmeiras fez bom negócio com Pierre, emprestando-o de graça para o Atlético Mineiro. Ainda, palavras dele, o Galo ficou "devendo" um favor para o Palmeiras. Gênio! Praticamente o Steve Jobs do futebol! A economia, vejam só meus amigos, será de aproximadamente R$500 mil reais até o fim do ano, isso é apenas 7% do valor pago pelo Luan. E essa quem matou no peito foi o Frizzo que negociou diretamente com o presidente do Atlético. Emprestar jogador de graça para um time rival é coisa nossa!

Pierre foi um dos principais jogadores do Palmeiras na campanha de 2009. Chegou a ser apontado como o maior ladrão de bola do futebol brasileiro. A despeito disso é um jogador que sempre respeitou a camisa alviverde, em todas as entrevistas o jogador afirmava, mesmo sem espaço no time, que queria reconquistar esse espaço e ficar no Palmeiras e tenho certeza que time para ele jogar não falta, pois é sim um grande jogador que teria lugar hoje até mesmo no São Paulo ou no Santos. Não sei qual o motivo que o Felipão não gosta do Pierre (talvez porque não seja uma indicação dele), desde que o técnico assumiu o time "TODOS" da mesma posição estão na frente do Pierre para entrar no time. O Marcio Araujo, por exemplo, que para mim não é melhor que o Pierre, é o titular. O grosso do Chico ou o João Vitor são os substitutos imediatos. Mas o técnico chegou a um status perigoso de "inquestionável" pela torcida palmeirense e mesmo tomando as decisões mais questionáveis possíveis, todos se calam. Outra novidade é que o pupilo Luan enfim vai para o banco, precisou de exatamente 1 trilhão de passes errados, 500 mil chutes bizonhos, 170 milhões de tentativas fracassadas de cruzamento, para que ele cedesse seu lugar no time. O mais brilhante é que ele acabou de ser comprado em definitivo por aproximadamente R$ 7 milhões, com a ameaça de biquinho do Felipão. Alguém vê potencial para que o Luan seja vendido futuramente por mais do que isso?  

O bonito agora será ver o Pierre jogando bem no Atlético e o Palmeiras economizando...... R$500 mil de salários e o Luan chutando a orelha da bola e custando..... R$7 milhões, fora o salário, que não deve ser baixo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

TCD - Transtorno do Cagaço Decisivo

Esse post poderia ser muito bem a continuação do interior, pois em menos de uma semana o Palmeiras foi do Purgatório ao Inferno, sendo em abas oportunidades com o fraco time do Vasco da Gama, isso mesmo, fraco, pois não podemos considerar um time com Eder Luis no ataque e Jumar no meio-campo um grande elenco, diria até que os elencos de Palmeiras e Vasco se equivalem, com a diferença que o time carioca ganhou um título importante esse ano e isso em si já faz toda a diferença.

O retrospecto de Palmeiras e Vasco é um absurdo, quem analisa a história de ambos, até mesmo recente, apostaria no Palmeiras de olhos fechados. A superioridade do Palmeiras contra o Vasco em números é tão grande, que nem parece confronto de duas equipes de tradição. Tenho certeza absoluta que se esses jogos não valessem nada o Palmeiras ganharia, mas aí que vem o porém – se não valesse nada – pois o Palmeiras adquiriu uma patologia psiquiátrica sem precedentes que do alto de minha total ignorância sobre o tema, nomearei de TCD – Transtorno do Cagaço Decisivo.  

Notem meus amigos Palmeirenses que nos últimos 10 anos, qualquer que seja o jogo decisivo, independente do time, técnico e até mesmo presidente, o Palmeiras se borra muito, como nenhum outro time grande no Brasil, quiçá no mundo. Lógico que as desculpas sempre variam, ora o elenco se dividiu por um jogador que chegou ganhando mais (2009), ora a diretoria vendeu um jogador importante (2004), ora o time estava com salário atrasado (2010) e ora mais não sei que porra de desculpa. Só sei que é só chegar um momento decisivo que o time desestabiliza, surge um monte de boatos na imprensa e nós torcedores temos de ficar com cara de cu no dia seguinte.

Lembro do campeonato brasileiro de 2009, onde com o Jorginho dirigindo o time o Palmeiras disparou e abriu uma vantagem enorme para os outros concorrentes. Aquele talvez tenha sido o campeonato brasileiro mais ganho perdido na história, porque mesmo o Palmeiras cambaleando os outros times não o alcançava, mas o empenho em perder foi tão grande que nem vaga na Libertadores o time pegou. Depois da decepção vieram as teorias de que o time estava dividido depois da chegada o Vagner Love, que o grupo não fechou com o Muricy ou que o bicho oferecido não estava agradando o elenco. No ano seguinte em 2010 o time foi medíocre no Brasileiro, mas chegou a semifinal da sul-americana contra o Goais (que já estava rebaixado nessa altura). Mais um vexame! Com plena vantagem o time perdeu no Pacaembu lotado por 2 x 1 e foi desclassificado. Novamente os boatos, dessa vez que o salário estava atrasado, que o enfraquecimento político do Beluzzo afetou o time, etc. Chegamos a 2011 e nesse ano já foram 3 decisões perdidas, contra o Corinthians no paulista, Coritiba na Copa do Brasil (essa vexatória) e agora provavelmente contra o Vasco na sul-americana – a não ser que o time surpreenda positivamente e jogue o que não vem jogando em todo esse ano.

Resta agora o Brasileiro que ainda está na metade. O time desde o início mantinha-se entre os 4 primeiros, nesta rodada já fomos para 6º e se terminasse hoje, nem vaga para Libertadores teríamos. Para piorar a situação, ainda tem São Paulo e Corinthians pela frente e em clássicos o tal TCD (Transtorno do Cagaço Decisivo) costuma aparecer. Nossa esperança é que alguém ou alguma coisa cure o Palmeiras desse transtorno, um título de expressão com certeza seria um baita remédio, mas a doença em si impede a cura. Quem sabe pessoas novas na política do clube, com mais abnegação de favorecimentos pessoais, fariam um ambiente novo que automaticamente resgatasse o espírito de vitória que tivemos um dia.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sem mais

Dizem que verde é a cor da esperança, se esse adjetivo atribuído a cor não fosse tão antigo pensaria ser oriundo da torcida palmeirense, pois nos últimos tempos é apenas a esperança que nos apegamos. Já há alguns anos, ou melhor, há muitos anos que apenas acreditamos por sermos palmeirenses, que de algum modo as glórias do passado farão com que aquele monte de lixo que entra em campo seja contagiado. Tornamos-nos um cemitério de jogadores, o Palmeiras marca a curva de descenso na carreira de muitos atletas, veja o caso do Tinga, jogador promissor da Ponte Preta que foi contratado e hoje seria vendido no máximo a um time de segunda linha do Brasil ou Europa. Não saberia ao certo apontar uma causa desse nanismo crônico que lentamente assola o Palmeiras, sei lá se é uma espécie de maldição pelos anos vitoriosos ou se é um anacronismo de gestão e caráter de todos os dirigentes que tivemos nos últimos... 35 anos. Veja bem, mesmo com esses vexames e campanhas medíocres, ainda temos vantagem em confronto contra quase todos os times do Brasil, imaginem se fossemos hoje no mínimo 50% do que fomos no passado? Seríamos disparadamente o time mais vitorioso do país. Mas não... nossa história vem se deteriorando pela falta de cuidado. Nós palmeirenses ainda resistimos defendendo o clube, baseando-se em argumentos cada dia mais frágeis, como um título que vencemos em cima de um rival ou de alguma conquista a mais, que muitos de nós nem mesmo vimos. Culpamos a imprensa por não nos tratar com a mesma igualdade de Corinthians, São Paulo ou mesmo o Santos, mas no fundo sabemos que não há mais grandes notícias sobre nós que não seja as pataquadas de nossos dirigentes ou as desculpas por mais um tropeço, por mais uma eliminação. Hoje a capa do Lance ignorou nossa derrota no Rio, em vez disso mais uma vez destacou o Corinthians, pelo lado positivo escapamos das frases sarcásticas da capa, porem parece que a própria imprensa tem perdido de vez o interesse no time. Não adianta falarmos que tal veículo é corinthiano, são paulino ou anti-palmeiras, a realidade é que não tem o que se falar do Palmeiras, nada que desperte interesse de nós ou de rivais. Nem me lembro há quanto tempo ligo para meu cumpadre palmeirense após mais um grande fracasso e digo: esse ano já era. Sei que ainda há chances de reverter o placar, mas meu otimismo já foi corroído e não confio mais no poder de reação do Palmeiras e o pessimismo não é um traço de personalidade meu, mas é decorrente às inúmeras experiências do passado. Provavelmente sairemos da competição, faremos uma campanha medíocre no brasileiro e no ano que vem nos apegaremos em mais alguma coisa para renovar nossa esperança – num jogador novo, técnico novo ou sei lá mais o que. O fato é que a cada ano nos tornamos menores e não tenho nem idéia do que poderá ser feito para reverter isso.

O que comentar do jogo de ontem, que não seja igual o que comentaríamos nas outras tantas derrotas semelhantes? O time do Palmeiras é fraco e insosso, a imagem e semelhança de nossa diretoria. Um time pragmático que pratica um futebol feio, de chutões, passes errados e correria. Diferente de outros times de vagabundos que tivemos, esse jogadores até se esforçam, correm, mas efetivamente não produzem muito. É irritante a insistência em lançamentos pelas pontas que quando raramente alcançam Luan ou Maicon Leite, esses perdem a bola para seus marcadores ou cruzam na área para ninguém. Alias como tem jogado mal esse tal do Maicon Leite, até o Dinei entrou e conseguiu ser mais produtivo que ele. Ah, que se foda! Nem vale a pena aqui também ficar falando de como foi o jogo ou de como o Palmeiras tem jogado, pois todo palmeirense tem assistido e mesmo nas vitórias, comemorado com aquele sorriso amarelo, cientes que o futebol apresentado não será suficiente para ganhar algo relevante.

Sem mais

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mamando na vaca

Imagine que maravilha você ganhar uma verdadeira fortuna para fazer exercícios físicos, dar uma corridinha pelo gramado, jogar alguns minutos de uma partida e ainda ser tratado como grande jogador. Essa foi a rotina do Lincoln em todo tempo que esteve no Palmeiras.  
Desde fevereiro de 2010, data em que o jogador chegou ao Palmeiras, a história sempre foi a mesma. O jogador precisava recuperar sua condição física ideal e se livrar de algum desconforto. Nas poucas oportunidades que esteve em campo produziu pouca coisa útil, algumas firulas que fizeram com que alguns torcedores imaginassem que se um dia ele estivesse em forma poderia ser um grande jogador – mas esse dia nunca chegou – pelo contrário, a cada avanço um novo retrocesso e mais uma contusão. Hoje ao ser anunciado pelo Avaí como "A maior contratação da história do futebol catarinense" o jogador pediu um prazo de 10 dias para poder estrear. 10 dias! Puta que o Pariu! Será que nem depois de todo esse tempo só treinando encostado no Palmeiras o cara ainda precisa de mais 10 dias? Isso é uma piada. Mais piada ainda é o fato de que o Palmeiras continuará pagando parte de seu salário, pois o Avaí não tem condições de bancar inteiro e mesmo se tivesse, convenhamos que não valeria a pena pagar também. Além dessa grana mensal que o Palmeiras continuará pagando ainda tem a tal da divida com o jogador, vejam só meus amigos que essa contratação foi a TROLHA DAS GALAXIAS.
O que mais me deixa puto é que existem inúmeros Lincolns no nosso futebol e o Palmeiras é um especialista nesse tipo de contratação. Em alguns segundos já me vem a cabeça Ewerton, Mozart, Edmilson e Wellington Paulista, fora os outros menos badalados. Isso prova que hoje em dia, para ser um jogador de ponta, basta o cara ter um bom empresário, fazer um bom campeonato, conseguir uma convocaçãozinha para seleção e pronto, você pode viver o resto de sua vida no ócio, roubando dinheiro de clubes com diretores incompetentes. Lembro-me do Donizete Pantera, que foi contratado, beijou o distintivo e tudo mais, passou mais tempo no Dpto. Médico que no CT e depois ainda processou o Palmeiras.
Infelizmente tenho que admitir que o Palmeiras as vezes merece passar pelas coisas que passa, pois como diz o ditado: Se te enganam uma vez, culpa do enganador; Se te enganam duas, sua culpa. Será que um dia conseguirei me orgulhar não só da instituição Palmeiras, que tanto amo, mas também das pessoas que o dirigem? Até quando terei de suportar jogador vagabundo vestindo esse manto que tanto defendo?