terça-feira, 31 de julho de 2012

Qual o efeito de uma reclamação formal?

Gostaria que algum dirigente, advogado do meio esportivo ou mesmo, alguém que conheça os meandros da relação clubes e confederação brasileira de futebol (com letra minúscula mesmo), me explicasse: qual o efeito de um protesto formal contra a arbitragem? Supondo que esta carta em papel timbrado do Palmeiras chegue mesmo ao Sr. José Maria Marin ou ao presidente do conselho nacional de árbitros Sr. Sérgio Correia, que acontece depois? Que medida pode ser tomada? Alguém é punido, alguma providência é tomada ou cai no vácuo?
Será que a diretoria do Palmeiras realmente espera que a partir de então algum desses sujeitos que citei despendam alguma atenção ou apenas tomou essa atitude para "mostrar trabalho" para torcida? Porque as vezes me da a impressão que existe alguma coisa, algum ruído, alguma causalidade nos fatos que nós palmeirenses não sabemos e a diretoria sabe ou desconfia. Veja só, antes de iniciar o jogo do último domingo ainda comentei com meu pai: Impressionante como esse bandeirinha Roberto Braatz é onipresente em jogos do Palmeiras, parece até que é para provocar o Felipão. Diz a lenda que há um sorteio para definir o trio de árbitros que apita uma partida é impressionante como esse bandeira é sorteado, ele está mais presente nas partidas do palmeiras que o Valdivia. Quarta-feira contra o Botafogo, apesar dos erros grotescos da partida contra o Palmeiras, da antipatia do Felipão e do protesto formal do Palmeiras, Braatz estará lá novamente operando bandeirando o jogo.
A diretoria palmeirense tinha que vir a público e se pronunciar a respeito, mas não com tato, com meias palavras, com morde assopra, tinha que ser contundente, bater na mesa e soltar o verbo. Será que não tem um sujeito de culhão naquela diretoria que tenha peito de virar a mesa de se indignar? Qual o medo, o que impede de alguém ser contundente?   

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Outro jogo, mesmo vilão!


Está ficando cansativo falar de arbitragem, a impressão é que nós palmeirenses somos chorões, que não viramos o disco, etc e tal. O discurso dos não palmeirenses é sempre o mesmo, pega de exemplo outro jogo da rodada com erro de arbitragem para justificar: ta vendo, o problema não é com o Palmeiras, erros de arbitragem acontecem em todo jogo, o problema é a arbitragem brasileira. Talvez digam isso porque não acompanham tanto os jogos do Palmeiras ou por não afetá-los, fato é que os erros de arbitragem ocorrem frequentemente e insistentemente contra o Palmeiras toda rodada.
No jogo de ontem contra o Cruzeiro, os erros foram tão crassos que até mesmo a imprensa deu ênfase – milagrosamente - nas irregularidades ocorridas. O destaque da CBN hoje pela manhã foi: "prejudicado pela arbitragem novamente, Palmeiras perde para o Cruzeiro fora de casa e entra na zona de rebaixamento". Notem o advérbio "novamente" usado por um veículo de comunicação das organizações Globo, sugiro uma frase ao editorial, no lugar do advérbio, para dar mais sentido à frase: "prejudicado pela arbitragem, como de costume, Palmeiras perde para o Cruzeiro...". Veja bem, não estamos dizendo que o time foi um primor em campo, mas foram dois gols irregulares, isso faria diferença em qualquer confronto no mundo entre duas equipes de nível similar.  
O mais triste de tudo é saber que provavelmente nada acontecerá. O Palmeiras deve entrar com algum protesto na CBF, que apenas será colocado na pilha dos outros tantos já enviados e o campeonato prosseguirá na sua normalidade. Infelizmente temos acompanhado uma fase negra na relação Palmeiras x CBF x Globo. Não sei onde começou isso tudo, se os anos sem título nos enfraqueceram representativamente, se essa diretoria não ostenta boa relação política ou se é algum tipo de retaliação política ou comercial. O Palmeiras foi excluído da grade de jogos de televisão, isso impacta diretamente na exposição das marcas patrocinadoras e até na arbitragem, pois uma coisa é você roubar um time diante dezenas de milhões de telespectadores, outra é perante meia dúzia de assinantes de TV paga.
Em minha opinião tudo isso que vem acontecendo é culpa do posicionamento fraco que o Palmeiras tem tido nos últimos anos nas decisões relativas ao futebol. Já falei disso aqui e volto a repetir, aqueles que não se posicionam e apenas esperam para seguir uma tendência nunca tem respeito, mesmo os que batem de frente no fim das contas tem melhor tratamento. Essa é a maior chaga que levará essa diretoria, a despeito do título da Copa do Brasil, de ter apequenado o Palmeiras, de ter colocado a instituição numa posição volúvel e subserviente.  Decisões pequenas como a de mandar jogos em Barueri, distantes do epicentro de sua torcida, por um "descontinho" no uso do estádio; de optar por divisão igual de renda nas semifinais do Paulista; de não ter trabalhado com determinação para conseguir os mesmos benefícios municipais concedidos ao estádio do Corinthians e agora do São Paulo; por manter em seu quadro de conselheiros, gente infame como Del Nero, que usou o clube para sua ascensão política e hoje escarra no Palmeiras; tudo isso tira a credibilidade de um protesto, tira o efeito, como se o filho da puta, safado, malufista e bambi do Marin recebesse o protesto com aquele falso sorriso político e ignorasse.    
Noticia-se por aí que muitos clubes já assinaram a extensão do contrato com a Globo e os valores variam de R$30 a R$50 milhões, inclusive o São Paulo foi o primeiro a assinar. A reportagem afirma que a Palmeiras ainda não assinou, mas que já está tudo alinhado. Não seria esse um bom momento para o time fazer suas revindicações? Ou vai pesar o fato de querer adiantar uma grana? Será que mais uma vez o Palmeiras aceitará um valor inferior a seus rivais?
O jogo
É preocupante estar na zona de rebaixamento e com duas derrotas na sequência. Pesa o fato dos desfalques e dos erros de arbitragem, mas nesse domingo o time teve problemas que devem ser considerados. É notável que quando o meio campo está desequilibrado a qualidade do time todo fica comprometida. O Daniel Carvalho não tem mais condições físicas e técnicas de funcionar como armador do time, ele está abaixo da crítica, não se desloca, não distribui bem o jogo e muito menos faz jogadas individuais. Escalar o Patrick ao lado dele é como juntar duas desgraças, sei lá, a fome com a doença, a peste bubônica com a tuberculose, ou seja, foram duas peças que contribuíram só no fator numérico. O Henrique foi deslocado novamente para zaga para o lugar do zagueiro Wellington, que falhou no último jogo, sendo assim Marcio Araujo voltou a ser Marcio Araujo e João Vitor idem. Montillo fez a festa em cima de Arthur e Bruno precisou trabalhar muito. Sorte que o Cruzeiro é um time meia boca. Barcos mostrou vontade, mas isolado no ataque, sem receber bola na área, tinha que vir a intermediária buscar a jogada toda hora. Convenhamos que não deva ser fácil você buscar alguém para passar, olhar para um lado e ver Patrick, do outro Daniel Carvalho, portanto ele tentava ir sozinho.
A diretoria vendeu Cicinho pelo preço de duas boas rendas de jogos e presenteou o amigo Atlético Paranaense com o Felipe, que podia não estar jogando lá essas coisas, mas ainda podia mostrar, já Daniel Carvalho... Contar com o Valdivia está que nem contar com achar dinheiro na rua: poxa, estou sem grana no bolso, quem sabe eu não acho R$50 jogado no chão.
Infelizmente nossa diretoria ficou deitada em berço esplendido com o título e não reforçou o time, acreditou poder contar com o Valdivia e ainda tem vendido alguns atletas. Considero um erro grave. Espero que nessa sequência difícil que o Palmeiras tem pela frente, de Inter e mais três jogos contra cariocas, consiga ao menos 8 pontos.
Dorival Junior
Tenho simpatia pelo Dorival Junior por ter sido ex-jogador do Palmeiras e por ser sobrinho do Dudú, mas acho que ter aceitado o convite do Flamengo (apesar da grana) foi um erro grave que pode levá-lo a ser um novo Adilson Batista.   

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Curtas


Hoje serei breve, farei meus comentários sobre a derrota em “casa” de ontem para o Bahia em tópicos:
- O Palmeiras não foi prejudicado ontem pela arbitragem, me nego a usar esse termo, o Palmeiras foi roubado pelo árbitro Antonio Frederico de Carvalho Schneider. A desculpa de que a arbitragem brasileira é ruim em geral não me convence, pois ontem o juiz foi frontalmente contra o Palmeiras nos três lances capitais do jogo, que poderiam ter mudado o resultado. Mesmo a incompetência tem limites!
- É mais fácil roubar um time quando a casa está vazia e mais uma vez o publico ontem em Barueri foi lamentável. Está claro que a torcida do Palmeiras rejeita Barueri, pois é longe e inacessível, principalmente durante a semana. Se a diretoria insistir nisso teremos a pior média de público da história do Palmeiras em brasileiros.
 - A derrota de ontem foi para acabar com essa superstição barata de que o Pacaembu que da azar. Quando o time joga bem ganha e quando joga mal perde, pronto. Inúmeras das derrotas que o Palmeiras sofreu no Pacaembu foram como a de ontem, jogando melhor e sendo prejudicado pela arbitragem. Seria no mínimo elegante que a diretoria justificasse a escolha por Barueri em outros termos.
- Lembrando que apesar dos pesares, ainda estamos jogando com nossa vaga reserva, sem o batedor de falta e capitão oficial.
- Só para lembrar a todos. Domingo jogamos contra o Cruzeiro as 18:30h por imposição da dona do futebol. Ganharemos! Quando estiver assistindo algum programa nessa emissora, ou consumindo algum produto das organizações Globo, lembre-se, a Globo não gosta de você palmeirense, digo mais, a Globo cuspe na tua cara.
- Diretoria: Ganhou a Copa do Brasil, beleza, parabéns, legal pra caramba, mas agora está na hora de parar de pensar em política e botar as coisas para funcionar. Tem diretas, ações do Avanti, contratação de um meia para substituir nossa eterna ausência de meio milhão por mês e rever essa situação de Barueri.  

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Que pito toca o Valdivia?



Muitos palmeirenses que acompanharam os noticiários desses últimos dias se perguntam: que porra acontece com o Valdivia? Na visão do cidadão comum (meu caso), assalariado, que no geral trabalha em algo chato e rotineiro, que batalha anos a fio para tentar comprar um carro ou um apartamento, fica difícil entender a cabeça de um jogador de futebol como o Valdivia, afinal, o cara foi agraciado em viver do que muitos consideram uma diversão, ganha por isso o equivalente a um belo apartamento por mês, joga num grande time que o oferece toda estrutura e visibilidade, é treinado por uma equipe técnica que já comandou os melhores jogadores do mundo, e mesmo assim parece nunca estar contente e fazendo de tudo para não entrar em campo. Aqui a questão não é de amor ou respeito à camisa, pois isso ninguém espera mais de jogador “profissional”, mas ambição por vitórias, de ser reconhecido, defender uma seleção, conquistar grandes títulos, ser transferido para um time grande europeu e consequentemente ganhar muito dinheiro. Imagino que assim como eu, muitos de vocês cumprem suas funções no dia-a-dia independente de sua disposição ou das coisas que acontecem em sua casa e as fazem da melhor maneira possível. Acontece que não é com nossa visão que entenderemos as coisas que acontecem com o Valdivia, pois a linha de raciocínio deste tipo de jogador em nada se assemelha a de um profissional, título que eles vivem exigindo.
O casamento Palmeiras x Valdivia já acabou faz um tempo, o que o título da Copa do Brasil fez foi dar morfina ao doente. O que complica (e complicou) em tudo isso é que o jogador vive numa realidade alternativa, onde ele pode fazer o que quiser, ganhar quanto quer ou sair como e na hora que bem entender. O Palmeiras é o maior time que o Valdivia já jogou e atualmente no mundo, exceção feita a Disneylândia do petróleo, nenhum time pagaria o que ele ganha no Palmeiras. Não que ele seja um mau jogador, pelo contrário, no último domingo ele provou que quando quer sabe jogar bola e não arrumar confusão, mas o histórico atesta contra ele e hoje Valdivia é mais um problema que uma solução. O mau-caratismo não é sua exclusividade, pelo contrário, atitudes como as que ele tem são a cada dia mais comuns, principalmente nos atletas brasileiros, veja os caso de Ganso, Kleber, Dagoberto, Robinho e outros, porém o chileno carrega na tinta. Na realidade desses atletas clubes são meros hospedeiros, contratos tem a valia de um papel higiênico usado e vão por aí de time em time engordando seu patrimônio, até que ninguém mais os queiram, aí então viram empresários e semeiam esse “way of life” aos seus assessorados.  
Não da para afirmar que Valdivia simulou essa última contusão por causa da negociação ou de que está usando o afastamento de sua família para justificar seu desejo de ir embora, o fato é que é que em outras oportunidades ficou evidente que ele fez corpo mole, forçou cartões amarelos e criou mal estar com diretores. Lembrando que não é a primeira vez que ele vem a público falar de problemas familiares, da última vez a questão foram as fotos dele com outra mulher e o Palmeiras também o apoiou na ocasião. São todas situações fora do contexto futebol, que nada interessa a quem o paga ou quem torce pelo time. É importante apoiar alguém numa dificuldade, mas a maior dificuldade é que Valdivia tem aparentado, pelo menos para quem acompanha de fora, ser vagabundo, ganancioso e dissimulado e é difícil apoiar gente assim.
A situação agora é ao mesmo tempo simples pelas opções e complexas pelas condições. Ninguém pagará para o Valdivia dos últimos dois anos o que o Palmeiras pagou. Valdivia diz que quer sair do Brasil por causa da família, que não está conseguindo ficar aqui e para resolver essa equação ele tem uma multa contratual, além do salário dele que duvido que abra mão para ir para qualquer time. Mesmo os sheiks árabes aceitaram pagar por isso, vieram para cima sem muita pretensão, talvez até influenciados por algum empresário. Europa é muito difícil, pois nem quando era mais novo e estava em melhor fase ele foi para lá. A janela árabe fechou. Para times aqui do Brasil, toda aquela história de família e sequestro ia por água abaixo e nenhum clube parece ter grana e disposição para entrar nessa empreitada. Sendo assim ou Valdivia se convence a jogar bola para se valorizar e conseguir uma transferência no fim do ano; ou o Palmeiras abre mão do que tem a receber e arruma confusão com investidores ou com a torcida; ou o chileno tenta alguma coisa na justiça que invalide o contrato, que se bem amarrado é muito difícil; ou vá embora para o Chile e arque com as consequências; ou seguirá nessa toada de se encostar, forçar uma contusão, um cartãozinho ali outro aqui, ganhando seu belo apartamentinho por mês. Qual sua aposta?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Não foi uma tarde de domingo qualquer!

Uma tarde em que Márcio Araújo rouba uma bola, arma o contra-ataque em velocidade, passa para o Obina em boas condições para finalizar e ainda chega para aproveitar o rebote e marcar o gol, não é uma tarde qualquer...


Uma tarde de domingo maravilhosa, céu aberto, ensolarada e de clima ameno. O jogo às 16h, horário que deveriam ocorrer todos os jogos de domingo, que possibilita o torcedor fazer seu almoço com a família, ir ao estádio, voltar para casa cedo para poder acompanhar o noticiário pós-jogo e se preparar para a semana de trabalho do dia seguinte. Infelizmente o número de torcedores não condizia com todo esse clima propício, para se ter uma ideia o jogo Ponte Preta e Fluminense no Moisés Lucarelli deu aproximadamente a mesma bilheteria. Talvez Barueri ainda assuste o torcedor da capital pela distância, pelos transtornos já ocorridos e a dificuldade de acesso via transporte público, ou então o torcedor está simplesmente acomodado dando de ombros para o campeonato brasileiro, algo que eu pessoalmente acho errado, mas tudo bem.

O time mais uma vez vinha cheio de desfalques, mas contou com o retorno de Henrique, Valdivia e João Vitor, além da presença de Obina como titular. Assistindo o Palmeiras de ontem e o de pouco mais de um mês atrás se surpreende muito com a mudança de postura e qualidade do time dentro de campo. O título não mudou pouco a confiança do time, mudou muito, foi como se os jogadores tivessem ganhado da noite para o dia qualidade extra. Atletas que antes todos torciam o nariz começam a ser vistos de outra perspectiva pela própria imprensa. A exemplo do jogo contra o São Paulo o Palmeiras tocava a bola muito bem, com objetividade e entrosamento, o gol parecia ser uma questão de tempo e a torcida sabia disso. A jogada que originou a primeiro gol de Obina simboliza muito bem isso, saiu de uma ótima troca de passes, sendo o último de João Vitor genial que deixou Obina na cara do gol. Em outros tempos a bola já teria sido rifada para área bem antes. Depois do primeiro gol de uma ótima defesa de Bruno o jogo ficou fácil e saiu o segundo o terceiro e sairia muito mais se o Palmeiras tivesse forçado. Lembrando que o Nautico foi o mesmo time que vendeu caro a derrota para o Corinthians aqui.

O time todo do Palmeiras jogou bem, mas em minha opinião os destaques foram Henrique, Valdivia e Obina, que nem parece ter chegado agora.


O fato negativo


A partida de ontem talvez tenha sido a melhor do Valdivia nessa passagem. Ele distribuiu bem o jogo, driblou quando tinha de driblar, ajudou bastante na marcação e não tomou nenhum cartão estúpido. Mas quando falamos de Valdivia nada pode ser perfeito, se por um lado dentro de campo não houve polêmica, nas entrevistas pós-jogo ele cagou no pau novamente, botou em questão sua permanência e muniu a imprensa de sua dose semanal de assunto.

Sinceramente acho que o fator "família" é pano de fundo para outro desejo, de ganhar mais dinheiro. Lembro-me de na saída da final contra o Coritiba que ele falou em tom de brincadeira: se o presidente me aumentar eu fico. Pelo discurso dele ontem imagino que a coisa é por aí, mais uma vez ele falou da diretoria querer fazer dinheiro - tática clichê de tirar a responsabilidade das costas - e da sua família não querer voltar ao Brasil.

A declaração mais infeliz foi a de que contratos são como regras, feitos para serem quebrados, que mostra o grau profissionalismo do cara. Uma afirmação dessas vindas de um sujeito que há pouco tempo sofreu um sequestro relâmpago é no mínimo antagônica, pois seu sequestrador quebrou uma lei, que é uma regra social nas devidas proporções, e Valdivia foi a vítima que necessitou da intervenção da justiça, que exceção a regra no Brasil, no caso dele foi ágil. Como pode ele agora ignorar o valia de uma regra, de um contrato? Pois mesmo a multa rescisória ou um acordo segue uma possibilidade prevista de um contrato e não é a quebra dele. Espero de verdade que ele não tenha tido a intenção de dizer que pode procurar subterfúgios imorais para fugir das obrigações contratuais, como fez o Adriano na época de Inter de Milão por exemplo.

Penso que o Palmeiras não deviria fazer mais sacrifício financeiro e nem abrir mão do que acha ter direito pelo jogador, se isso for esses €$ 4 milhões para o Catar como estão dizendo, que seja, só não pode se submeter a ameaças, porque existe um contrato que não pode ser simplesmente ignorado. O grande problema é que a diretoria não se preparou para isso e não há um meia no elenco capaz vestir a 10. O Daniel Carvalho está num péssimo momento e a janela europeia fechou. Está aí um pepino para descascar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Empate com sabor de esperança!

Nem parecia o Palmeiras que vinha disputando o campeonato Brasileiro, que eu mesmo aqui vinha criticando tantas vezes. O Palmeiras de ontem deu gosto de ver, engoliu o pipoqueiro time do São Paulo, que ficou segurando o placar favorável conseguido num lance fortuito no primeiro tempo, com o furico na mão. Como havíamos previsto, um título de expressão mudaria a confiança do Palmeiras e foi o que aconteceu, mesmo com sérios desfalques o Palmeiras tocou a bola, não se intimidou em nenhum momento e correu o jogo todo com muita disposição, quem achava que o time entraria de ressaca contra o São Paulo ficou surpreso com o que viu. O São Paulo, apontado como muitos como um ótimo elenco que ainda não encaixou, jogou como time pequeno e nem mesmo com a expulsão de Henrique, que vinha fazendo uma ótima partida, fez o time das garotas se impor, pelo contrário, o Palmeiras prosseguiu dominando o jogo como se nada tivesse sido alterado.
Foi um jogo de boas surpresas. Os dois laterais palmeirenses, Arthur e Juninho, fizeram uma ótima partida e mesmo quando Arthur precisou ir para zaga, Cicinho entrou e também jogou bem. Até João Vitor adquiriu mais confiança e deu belos passes, o único que ainda destoou  foi Marcio Araujo, com uma deficiência impressionante na hora de soltar a bola. Li muitos palmeirenses criticando o Valdivia pelo primeiro tempo apagado e pela perda do pênalti. De fato o chileno bateu muito mal o pênalti e poderia ter aproveitado o rebote se não fosse pela invasão clara cometida pelo São Paulo, que justificaria uma nova batida, mas tudo bem. Porém destaco três pontos positivos de Valdivia ontem: o time apresenta outro futebol quando ele joga no lugar de Daniel Carvalho, não tem como comparar a qualidade do passe, a habilidade e a preocupação gerada no sistema defensivo adversário; no segundo tempo Valdivia melhorou bastante e até mesmo a jogada do pênalti foi mérito exclusivo dele, quando o Palmeiras ficou com um a menos em campo ele ajudou na marcação e foi responsável pela ligação do contrataque; não sei se foi fruto de uma conversa ou de uma maior tranquilidade em prosseguir no Palmeiras, mas ontem Valdivia não reclamou com o árbitro e nem fez faltas idiotas e saiu sem tomar amarelo, algo raro considerando os últimos jogos. Esse empate veio a calhar para o São Paulo, pois pelo pau que tomou, deveria ficar bem satisfeito com o 1 x 1. Para o Palmeiras não teve gosto de derrota por ser conquistado no final e com um a menos, nem de vitória por ter jogado muito melhor o jogo inteiro, mas sabor de confiança, de esperança.
Para o próximo jogo contra o "pequeno de verde" o Palmeiras terá muitos problemas. Henrique, Mauricio Ramos, Roman, João Vitor, Thiago Heleno e Luan devem estar fora por contusões e cartões. Em compensação poderemos ter as voltas de Barcos e Assunção. Se o Palmeiras jogar com o espírito e o futebol que jogou ontem, contando com a volta de Wesley e a contratação de mais algumas peças, não só se livra do rebaixamento como pode até lutar por alguma coisa nesse campeonato, tendo em vista que são muitos jogos pela frente e os líderes atuais não são tão confiáveis assim. É só pegarmos de exemplo o Cruzeiro que tomou um coco do Grêmio em casa esse fim de semana, o Botafogo que vive oscilando, o Inter que tomou um sufoco em casa do Santos sem Neymar, o São Paulo que jogou com as calças nas mãos contra nós, o Atlético Mineiro que sempre refuga na hora "H", ou seja, se embalar umas 5 vitórias seguidas o Palmeiras já terá um outro horizonte pela frente.

O assopra e morde

Há algum tempo aqui eu tinha escrito que considerava o Tirone o pior presidente da história do Palmeiras, essa conclusão que tirei não foi pela campanha do Palmeiras até então, mas pelas atitudes e declarações que submetiam ao Palmeiras a uma pequenez que não há pertence.
Se por um lado essas atitudes não se apagam, por outro em tenho de reconhecer que o presidente tem seus méritos nessa conquista e nesse momento isso não pode lhe ser tirado por questão de orgulho ou vaidade, afinal, sou palmeirense e a única coisa que quero é que o time esteja bem independente da chapa política que o esteja comandando. Tirone teve mérito em delegar poder ao gerente de futebol César Sampaio; de ter conseguido certa estabilidade em meio a esse tiroteio político que o cerca, tanto da situação como da oposição; de ter mantido e acreditado em Felipão, mesmo quando grande parte da torcida – inclusive eu - já pedia a saída do técnico; de ter afastado os problemas com atrasos de salários, que manchava a reputação do Palmeiras; de ter, mesmo que com atraso, relançado o programa de sócio-torcedor, que se ainda têm suas falhas, já avançou muito do que era; por ter embrionado o projeto de lojas oficiais do Palmeiras; de ter conseguido um bom patrocínio de camisa da Kia, uma empresa idônea e interessada de fato em investir no Palmeiras, sem o mero apelo da nacionalidade; e finalmente de ter conquistado um título sem nenhuma parceria ou sem ter cedido o time a vitrine de um grupo de empresários. Muitos podem torcer o nariz para o que eu disse, ou contestar alguma informação, mas é injusto não dar os méritos por antipatia ou medo de ser incoerente em relação a alguma opinião passada. Creio que a próxima gestão do Palmeiras pegará algumas coisas boas rolando e não pode cair na armadilha de por apego político, destruir tudo para começar do zero.  Nem tudo é 100% positivo ou negativo e no futebol o resultado pesa na balança e a administração Tirone conseguiu.
Por outro lado nos bastidores o Palmeiras ainda prossegue muito enfraquecido, sendo constantemente prejudicado pela arbitragem, não tendo suas revindicações aceitas pela CBF e sofrendo com os desmandos da rede Globo. Essa semana li uma notícia que me deixou indignado. A Globo já adiantou a renovação dos direitos de transmissão do Brasileirão com os principais clubes, dentre eles o Palmeiras, com receio do avanço da Fox Sports. Sei que é fácil falar quando não se tem a caneta na mão e o balanço financeiro na tela do computador a sua frente, mas se haveria um momento do presidente revindicar mais respeito da emissora, o momento era esse. O clássico Palmeiras x São Paulo num domingo às 18:30h da tarde em Barueri é mais uma dessas aberrações cometidas em função de uma grade de programação. Não havia jogo em São Paulo às 16:00h esse domingo e não há cabimento a disputa de um clássico nesse horário do domingo. Isso foge as tradições de nosso futebol e a lógica do torcedor já acostumado ir ao estádio para esses confrontos na tarde de domingo.
O Palmeiras ainda tem muito a avançar na recuperação de seu respeito com a CBF e com a emissora oficial dessa federação, ou seria ao contrario, com a Globo e a federação oficial dessa emissora? De qualquer jeito isso só será conquistado com vitórias em campo e um trabalho menos submisso e dependente fora dele.