quinta-feira, 21 de março de 2013
Flash back
segunda-feira, 18 de março de 2013
Downgrade
terça-feira, 12 de março de 2013
Murro em ponta de faca
quinta-feira, 7 de março de 2013
Uma lástima
Quando conheço um sujeito e esse também é palmeirense, de imediato ele tem minha simpatia, creio que seja comum ficarmos felizes quando nos deparamos com alguém que divide a mesma paixão que nós, portanto é muito difícil falar de outro palmeirense, cada um torce, reage e extravasa com uma intensidade, mas no final todos torcem para um só time. Imagino que todo palmeirense que acompanhou o jogo de alguma forma ontem ficou puto com o que viu, mesmo ciente que o time do Palmeiras de hoje não passa de um time medíocre o torcedor sempre crê na mística da camisa e exige a vitória, principalmente contra um adversário fraquíssimo. Imagino também que após a saída de Tirone e a vitória de Paulo Nobre todos tenham apostado em mais e melhores reforços, mesmo cientes da falta de dinheiro, além do que não contávamos perder nesse momento o único jogador de qualidade do time. A verdade - algo que deveria ter sido assumida pelo Paulo Nobre - é que o Palmeiras não tem ambição nessa Libertadores e muito menos no Paulista, a diretoria tenta dourar a pílula alegando que a intenção é reforçar o time para todas competições que tem no ano, mas na prática tem sido montado um elenco de renegados de outros clubes e algumas apostas com intuito de subir de divisão e equalizar as finanças. Creio que a situação que mais tenha causado a ruptura entre a torcida e essa nova diretoria tenha sido do Barcos, pois além da perda do melhor jogador, não vieram todos jogadores anunciados primeiramente na troca e os que vieram mal jogaram e não podem disputar a Libertadores com exceção do Vilson, ao mesmo tempo que assistimos o Barcos marcando gol atrás de gol no Grêmio.
Porém qual a solução?
O que aconteceu hoje no aeroporto argentino foi desproporcional e causará danos imensos ao Palmeiras, como se já não bastasse os que já temos. Primeiramente a imprensa em geral irá desgastar o assunto a ponto de forçar o próprio Palmeiras tomar uma atitude contra sua própria torcida. Pode ser até que CONMEBOL decida punir o Palmeiras embalada pelos fatos recentes envolvendo outras torcidas. Um precedente será aberto ao jogador que queira romper o contrato com o Palmeiras sem pagar nada ao clube. Jogadores já antipáticos ao Palmeiras aproveitarão a oportunidade para aparecer na mídia fazendo campanha para que outros atletas não venham jogar no clube. E o pior que pode acontecer: a torcida do Palmeiras em geral irá romper com a Mancha Verde criando-se dois grupos distintos, que caminharão sempre para lados opostos fazendo com que a situação que sempre criticamos na política surja nas arquibancadas.
Fico chateado pra caramba com a situação, pois sempre admirei muito a Mancha Verde, mas parece que a torcida diante dessa situação terrível que está o Palmeiras, tem se posicionado cada dia mais como uma organização avulsa com um posicionamento totalmente desalinhado com o que pensam a maioria dos torcedores palmeirenses e é impossível você querer a força que as pessoas compartilhem da mesma opinião, criando aquela situação estúpida a ponto de acusar todos contrários, como na política fazem os radicais de esquerda ou direita. Noto no estádio hoje que tem muito torcedor que já não canta junto com a Mancha Verde, isso quando não se vê duas torcida organizadas cada uma tentando entoar um canto diferente, nos jogos de casa cheia isso não é tão notado, mas quando o estádio está meio vazio percebesse claramente essa situação e isso é sintomático. O ideal seria o torcedor admirar as organizadas, reconhecendo nelas aquilo que ele gostaria de ser e não de repulsa, essa segregação que pode vir ocorrer é terrível para todos porque no fundo o torcedor, seja ele organizado ou não, não é dono de nada, se amanhã a diretoria do clube seja lá por qual motivo decidisse extinguir o futebol no Palmeiras e mantê-lo só como clube social, acabou, poderiam ir os 15 milhões de torcedores (se fosse possível) protestar na frente da Turiaçú que nada adiantaria, ao final seriam apenas 15 milhões de pessoas sem mais nada em comum. Torcer é o simples ato de ser apaixonado por algo sem que aquilo tenha alguma ligação material contigo ou que lhe exija alguma condição em troca e o que faz um time ser grande é a quantidade de pessoas nessa condição, não existe time grande com torcida pequena e consequentemente ir contra seus iguais na condição de torcedor é o mesmo que ir contra o motivo da paixão em comum – o Palmeiras. Foi uma lástima o que aconteceu. Agora vamos aguardar o posicionamento de todos envolvidos.
terça-feira, 5 de março de 2013
Colocando o papo em dia
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Mal explicado
Sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013.
Meu primeiro dia de férias. Saí para comprar algumas coisas antes de viajar e estava totalmente desligado de rádio, televisão e internet. Para mim, até então, estava sendo mais um dia comum. Meu telefone toca e é meu primo dizendo: Fabinho! Não tem jeito... o Palmeiras não tem jeito, só acontece coisa errada. Nessa altura ele imaginava que eu soubesse o que estava acontecendo - mas não - imaginei então que fosse mais alguma do Valdivia ou sei lá, qualquer dessas coisas que vivem acontecendo no Palmeiras, mas eu jamais imaginaria que seria a saída do Barcos, da noite para o dia, para um time brasileiro. Na hora meu passeio acabou e comecei buscar notícias desesperadamente. Mesmo tendo de enfrentar mais de 12 horas de viagem fiquei a todo tempo conectado buscando um só motivo convincente que me fizesse de alguma forma entender o que Brunoro e Paulo Nobre fizeram. Juro que esse é um tipo de coisa que eu não esperava dessa diretoria. Se o Tirone foi responsável pelo rebaixamento do Palmeiras no campo, a atitude de Brunoro rebaixou o Palmeiras fora dele, para uma condição de time de segundo escalão.
Entendo que a situação financeira é complicada e não me iludo com declarações de amor de jogador, era evidente que o Barcos queria sair e que também nessa altura do campeonato um bom dinheiro viria bem a calhar para o Palmeiras. Uma boa venda poderia ser questionada, mas não incompreendida. O grande problema é que neste caso algo não fecha, existe uma parte da história que ainda não sabemos. Como seria possível trocar o craque do time por jogadores por empréstimo, uma grana relativamente baixa e o pagamento de algumas dívidas e isso tudo em tempo recorde, na calada da noite, com um desespero absurdo em atender as necessidades do Grêmio e não do Palmeiras. Um dos nomes citados a princípio para troca era do Marcelo Moreno, eu tinha certeza absoluta que isso não iria rolar, não imaginaria que um sujeito que a pouco foi contratado por uma pequena fortuna aceitaria servir de moeda de troca para outro centroavante, ainda mais para um time que acabou de cair. Jogador tem o ego nas alturas. Não demorou muito para mais uma parte nojenta dessa história surgir. O Palmeiras vendeu o Barcos ao Grêmio mesmo sem ter certeza da moeda de troca, coisa de irmão, coisa que nos dias de hoje não se faz nem com um amigo. Seria como: Olha... toma aí meu melhor jogador e veja como e quando pode me pagar beleza!
Durante a viajem SMS de outro amigo: Viu o que o pai do Marcelo Moreno falou? Ligo o rádio e ouço o sujeito alterado e vomitando um monte de ofensas gratuitas a história do Palmeiras. Apesar da insignificância do safado não pude deixar de ficar com raiva de quem havia nos colocado numa situação dessas.
Mesmo após quatro dias muitas dúvidas ainda pairam sobre esse negócio. Que será feito agora que Marcelo Moreno não virá? Por que o Grêmio e por que essa confiança entre as partes? Por que agora, justo quando o contrato foi reformulado, o Palmeiras não exigiu um valor maior do que a proposta que surgiu no ano passado? Por favor, quem tiver tais respostas me passem, pois quero acreditar que essa gestão veio para profissionalizar o clube e não para jogar uma pá de cal na nossa história.
Imagino que todo palmeirense hoje esteja se sentindo como eu: puto, sem entender porra nenhuma do que aconteceu e com dois pés atrás com essa nova diretoria.
Parece-me que a paz política tão almejada acabou depois dessa! Infelizmente!
Adendo
Estava em Porto Iguazu no domingo e um vendedor argentino me atendeu usando uma camisa do Palmeiras. Não pude deixar de perguntar se ele era brasileiro ou o porquê de estar usando a camisa. Ele disse ser o único argentino palmeirense – apesar de ter o Boca Jr. como primeiro time – depois do que aconteceu na sexta-feira, acredito realmente que seja ele o único argentino palmeirense.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Desânimo
A melhor palavra que descreve a minha sensação ontem após o jogo é: desânimo!
Desanima pensar que será mais um ano como coadjuvante nos campeonatos, suportando em campo um time medíocre e covarde. Por mais que temos ciência que a situação financeira e política do clube exija tempo para se equilibrar, nós torcedores vivemos do time em campo e entristece ver um time incapaz de impor sua superioridade a um XV de Piracicaba. Honestamente, com esse time do Palmeiras, sem reposições e com esse grau de confiança, tenho dúvidas até se a ascensão para série A será tão tranquila.
A vitória fácil de 5ª feira contra o São Bernardo não refletiu exatamente o que foi o time. Os dois "pontas" Maikon Leite e Vinicius, são maus cruzadores e alçam poucas bolas aproveitáveis na área, além da péssima pontaria em arremates a gol, com isso o time erra muito e fica totalmente exposto nos contrataques. Márcio Araújo acaba ficando sobrecarregado na proteção a defesa, considerando sua já evidente deficiência técnica, deixando então os dois zagueiros e laterais todo momento no mano a mano com os atacantes. No caso do jogo contra o SBC a vantagem foi a que o Palmeiras saiu ganhando e o adversário se apequenou, com isso Valdivia conseguiu exercer seu papel e distribuir o jogo, algo que deveria acontecer com mais frequência. Já no jogo de ontem o XV saiu na frente e quem se enervou foi o Palmeiras, com isso o time passou a errar passes, chutes, cruzamentos e a cometer uma série de atrapalhadas na defesa. Valdivia se escondeu e só apareceu para cavar seu cartãozinho sagrado, já são dois em dois jogos como titular, um aproveitamento de 100%, se não se machucar para o jogo de quinta-feira que vem contra o Atlético de Sorocaba, deve ficar de fora do confronto contra o Mogi Mirim no domingo e assim poder passar o fim de semana no Chile. Wesley foi patético, nem o lendário Misso seria capaz de dar cruzamentos tão bizonhos. A sorte foi a de que num escanteio a bola sobrou para Henrique que soube chutar no gol com categoria.
No segundo tempo o time parecia ter melhorado com a entrada de Denoni no lugar de Vinicius e a volta ao 4.4.2. O time passou a mandar no jogo e até o improvável aconteceu, Marcio Araujo fez um belo gol, o gol da virada. Depois disso o Palmeiras voltou jogar mal e o XV cresceu. Márcio Araújo que tinha feito o gol da virada fez pênalti, na minha opinião não foi absolutamente nada, mas deve haver uma recomendação para os árbitros, na dúvida apite contra o Palmeiras. O XV voltou a empatar e foi questão de tempo para marcar o terceiro. Aos 47 do segundo tempo, na base do bumba meu boi, Henrique que estava na área, escorou de cabeça e conseguiu o empate no final da partida. Ainda teve tempo para o Valdivia se jogar no campo e meter a mão na coxa. Ali eu já pensei: Pronto! Agora mais um mês fora.
O time do Palmeiras é fraco, alias, muito fraco. Alguns jogadores chegam essa semana, a primeira vista nada muito animador, mas quem sabe não venham ao menos com um astral diferente. A grosso modo o Palmeiras precisava de um time novo, mas sabemos ser impossível. Acreditar em alguma conquista nesse primeiro semestre é um exercício incrível de otimismo. Duvido muito até mesmo que Kleina dure até o fim do Paulista. Nós palmeirenses temos de nos preparar para um ano de forte estiagem e muita humilhação.
Patrocínio
A contrato com a Kia Motors se encerrou no final de janeiro. Apesar de flagrantemente superestimado pela gestão passada, foi um bom contrato. Agora chega a fase das mentiras estratégicas. Lógico que para montadora não é negócio manter o valor com uma exposição infinitamente menor, principalmente quando se vislumbra as expectativa e potencial do time para o ano e o corte drástico de jogos transmitidos para televisão aberta. Mas não é "elegante" a Kia declarar isso e sustenta sua decisão no baixo desempenho do setor no mercado brasileiro. Me permitam aqui gargalhar em voz alta com os olhos lacrimejando. As montadoras ganham rios de dinheiro aqui no Brasil e tenho certeza absoluta que não é por isso, do contrário o Flamengo não teria acabado de assinar com a Peugeot. Não será muito fácil Paulo Nobre buscar no mercado alguma empresa que queira nesse momento investir no Palmeiras valores semelhantes aos de times rivais, mas eu acredito que se o presidente de fato mostrar solidez no projeto de reestruturação do Palmeiras é possível sim conseguir um novo e bom contrato de patrocínio. O próximo ano será o centenário do time e com a inauguração da arena existirá uma gama maior de possibilidades para ações com a torcida. Lembrando que independente da má fase do Palmeiras, são 15 milhões de torcedores por todo Brasil, sendo que grande parte desses são apaixonados e imunes ao modismo. É mais que a população do Estado da Bahia por exemplo. Vale a pena apostar.