terça-feira, 20 de março de 2012

A sentença para os subservientes!

Este provavelmente é meu último texto para este blog. Agradeço aos amigos palmeirenses que nesse período dedicaram um período de seu tempo para ler, opinar ou discordar do que escrevi. Não sou um bom escritor nem mesmo um exímio entendedor de futebol e jamais tive a pretensão de assim ser considerado, sou apenas um palmeirense comum, apaixonado pelo time e que precisava de um canal para poder manifestar suas opiniões e indignações a respeito do que vem acontecendo nos últimos tempos com o Palmeiras. Há na rede inúmeros blogs e sites de palmeirenses, com ótimas opiniões, notícias e analises muito bem feitas, que são fundamentais como alternativa para essa imprensa podre que temos em nossa terra. Eu tenho perdido a vontade de escrever, pois estou descrente no futebol e me sinto um verdadeiro palhaço perdendo meu tempo se preocupando com algo decidido nos bastidores. A cada dia mais os interesses políticos e financeiros de alguns grupos tem decidido quem é quem no futebol brasileiro e grande parte dos torcedores não tem o mínimo discernimento para tomar consciência de tudo isso e prosseguem seu destino de cardume, movimentando-se para lá e para cá, repetindo frases babacas apenas orientados pela direção que apontam.

É evidente que há algum tempo o Palmeiras tem sido o time mais esculachado pela imprensa, parte por culpa própria e parte pelo ódio latente nutrido por alguns jornalistas. Ontem foi aberta mais uma página de desrespeito a nossa tradição e ao tamanho de nossa torcida, talvez o maior de todos. A rede Globo e a CBF suprimiu a transmissão de jogos do time a miseras quatro partidas e marcou jogos em dias e horários absurdos, digno de times sem expressão alguma. Obviamente isso não é por causa meramente de IBOPE, pois mesmo sem ter números em mãos, duvido que somos o time de menor audiência dentre todos os grandes. Esse movimento foi muito agudo para ser definido como uma mera estratégia televisiva, duvido que os diretores da emissora dona do futebol no Brasil, são tão burros para de um ano para o outro reposicionar o 2º time que mais teve jogos transmitidos em 2011 para o último entre os grandes. É óbvio que isso tudo é uma espécie de retaliação, tal qual o ano passado foi feito com o São Paulo. Agora os motivos que não são tão evidentes, pode ser por conflito de interesses de patrocinadores, questões políticas ou uma mera animosidade entre o jornalismo tialaiferano da Globo e o Palmeiras. Fato é que com isso aquele palmeirense que não tem dinheiro para pagar uma TV a cabo e que não costuma ir tanto aos estádios será impedido de assistir seu time vez ou outra. Outro agravante é que o Palmeiras está negociando o patrocínio da omoplata e a pouca exposição inevitavelmente desvaloriza o espaço na camisa.

O que mais me magoa em tudo isso é que nossos dirigentes sempre mantiveram uma postura de cordeiro em relação a CBF e a Globo. Juro que teria o maior orgulho se assim estivéssemos sendo boicotados em razão de alguma rebeldia do Palmeiras, mas não, nem sequer nesse momento tivemos a manifestação de alguém do Palmeiras indignado com a situação, pelo contrário, Roberto Frizzo deu entrevista dizendo que acha bom o horário das 21:00h no sábado a noite, uma postura absolutamente subserviente e repugnante. Ninguém respeita um imbecil sem posicionamento, respeita-se até os inimigos menos os puxa-sacos. O São Paulo bateu de frente com Globo e CBF ano passado, foi boicotado, mas aposto que ganhou respeito, tanto que este ano, depois de uma aproximação, já tomou o lugar do Palmeiras nas transmissões. Como se dissessem: Tome o lugar desse idiota, pois esse não reclama e não faz diferença. Infelizmente é assim! Hoje a rede Globo, CBF e FPF podem literalmente cagar aos montes em cima do Palmeiras sem terem medo de qualquer reação. Tudo será acatado e continuará a mesma coisa. O futebol no Brasil tem um dono, que mexe as peças do tabuleiro conforme seu ânimo e pelo visto as coisas continuaram assim ainda por muitos e muitos anos, lamentavelmente.

Como pronunciamento final deste blog, deixo essas palavras:

- Foda-se a rede Globo;

- Foda-se o Ronaldo gordo;

- Fodam-se o Tirone, Frizzo, Mustafa, Piraci, Gilto e todos esses vermes decrépitos malditos;

- Fodam-se a CBF, FPF, Sulamericana, FIFA e qualquer outra instituição com um monte de vagabundo que vive do dinheiro do futebol;

- Fodam-se o marketing esportivo, as frases feitas e a alienação do torcedor;

- Fodam-se esses jogadores sem caráter, que ostentam carrões, correntes de ouros e vagabundas, que se não fosse essa merda de fanatismo do futebol, não passariam de estúpidos, inúteis para humanidade;

- Fodam-se os comentaristas esportivos que agem por interesse de empresários ou paixão clubística;

- E fodam-se intensamente todos aqueles que transformaram o futebol nesse lixo, terreno de políticos e mafiosos. 

terça-feira, 13 de março de 2012

Novos tempos

É evidente que como todo palmeirense, estou feliz e empolgado com a goleada de domingo sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Independente de o adversário ser fraquíssimo, pior talvez que muitos times da primeira fase de Copa do Brasil, o Palmeiras mostrou um futebol muito melhor do que vinha demonstrando todo esse tempo, coincidência ou não, mas os volantes demonstraram uma evolução absurda, principalmente o Marcio Araújo. Se há algum tempo ficávamos ansiosos com o surgimento de alguma falta perto da área, agora o gol parece poder surgir de outras possibilidades. Outro fator positivo foi que o Palmeiras deu todas dentro em termos de contratações e nesse aspecto tenho de tirar o chapéu à diretoria e ao César Sampaio. Enquanto nossos rivais não acertam bons laterais, temos ao menos dois disputando posição pela direita (Cicinho e Arthur) e pela esquerda o Juninho parece não ter estranhado a camisa e está jogando muita bola. O centroavante também foi outra bola dentro, apesar de ter perdido uma chance clara de gol no primeiro tempo, Barcos sabe jogar e parece já estar entrosado com Maicon Leite e Valdivia.

Apesar de toda essa euforia, creio que o Palmeiras começará ser provado na hora que precisar disputar jogos decisivos, algo que tem sido muito difícil nos últimos anos. Caso esse time consiga enfim conquistar um título, tudo mudará e creio que nós palmeirenses viveremos dias melhores. Pode ser bipolaridade, mas estou confiante que esse ano terá motivos para comemorar.


9nine, marketing e a morte do futebol como o conhecemos.


É natural que as coisas mudem, não podemos ser inocentes em achar que o futebol ficaria alheio a tudo, como se fosse um terreno resguardado da invasão dos interesses econômicos. Há anos que nossos sacerdotes midiáticos clamam por um modelo europeu ao futebol brasileiro, só se esquecem que tudo que se importa para o Brasil sofre algumas anomalias que acentua os efeitos colaterais. Um exemplo disso é a privatização das estradas, nosso Governo orgulha-se em dizer que aqui em São Paulo possuímos as melhores estradas do Brasil e que o pedágio é uma realidade no mundo todo, de fato, na Europa e Japão também existem estradas pedagiadas, a única grande diferença é que no resto do mundo respeita-se um direito sagrado do cidadão - de ir e vir – e alternativas não pedagiadas são mantidas para quem não está disposto a pagar, já no Brasil ou você paga ou não pode ir nem vir.

O início foi a tal Lei Pelé, que transferiu o direito do passe do time ao atleta e posteriormente ao empresário. Essa lei deu vazão a criatividade brasileira de "dar rasteiras" e os clubes formadores de jogador começaram a perder atletas aos montes sem receber um centavo, através do assédio de outros clubes ainda nas categorias de base e dos artifícios legais encontrados por empresários para tirar o atleta do clube antes mesmo do término de seu contrato. Isso matou todos os times do interior que não tinham outra fonte de renda a não ser a venda de atletas e agora apenas cedem sua camisa a empresários. O São Paulo foi o time que se adaptou mais rapidamente a essa versão brasileira de futebol moderno e assediou jogadores a torta e a direita, encontrando subterfúgio moral na alegação de que os atletas queriam o São Paulo devido a sua estrutura. Foi o São Paulo também que começou a trabalhar o seu "marketing" de modo mais agressivo, vendendo a imagem de time de sucesso agregou a sua torcida milhares de torcedores da nova geração, mais interessados no status de torcer por um time vencedor do que no fato de realmente torcer por um time de futebol, algo muito diferente. A imprensa que também levou sua parte no quinhão elevou o São Paulo aos céus, transformando-o em modelo para os demais times brasileiros. Um a um os times começaram de forma desastrada tentar criar ações de marketing, sem se importar com o fato que a relação que o torcedor tem com o time é diferente da relação que um consumidor tem com um produto, exceção feita a esses "novos torcedores". 

Quando todos tentavam copiar o "sucesso" são-paulino, eis que surge uma série de empresários com uma nova estratégia de futebol e se alia ao Corinthians e ao seu então presidente Andrés Sanches. O princípio se deu numa tentativa frustrada (ou não) de aliar o time a um grupo que lava dinheiro comprando e vendendo jogadores, essa parceria não deu certo e resultou na queda do time. Essa foi uma oportunidade para que o marqueteiro corintiano usasse de forma maquiavélica, porem eficiente a paixão da torcida pelo seu time. A ideia era valorizar o sofrimento do corintiano e o tamanho de sua torcida, temas que já lhe eram auto-atribuídos, para que o torcedor comprasse a ideia que só ele seria capaz de carregar o time para cima novamente.  Isso tudo aliado ao conceito político vigente no país e a influência que um time de massa pode ter no resultado de eleições. Foram criados slogans, canções, camisas e a torcida respondeu e realmente se sentiu parte daquilo tudo. Todo esse sofrimento não se refletiu na hora de fazer contratações, parecia que de repente acharam um poço de petróleo dentro do clube e um time que estava beirando a falência passou a fazer extravagâncias financeiras.  O time subiu (que não é grande coisa) e uma nova fase da estratégia seria inaugurada o que estava em jogo agora não era apenas formar um bom time, era exposição na mídia para atrair patrocinadores, foi então que houve a ideia de contratar, ou melhor, convidar Ronaldo como um quase sócio. Esse já estava praticamente com a carreira encerrada como jogador, mas ainda tinha grande prestígio com a torcida brasileira pelo que ele fez e pelo muito que lhe atribuíram ter feito. O sucesso dessa estratégia definiria o novo rumo do futebol brasileiro e deu certo, o Corinthians foi campeão paulista e da Copa do Brasil e Ronaldo fez belos gols nas finais. A camisa do Corinthians foi loteada como um abadá de micareta e Ronaldo ficou com boa parte dos lucros disso tudo.  Mais uma vez os outros clubes iniciaram uma nova corrida atrás de meios no marketing para subsidiar suas loucuras. Nesse período fomos testemunhas de verdadeiras aberrações, tipo conseguir um pool de patrocinadores para trazer jogadores decadentes como Luis Fabiano e Ronaldinho Gaúcho, contratar um jogador chinês de segunda linha só para fazer barulho e até mesmo fazer uma vaquinha de nome sofisticado para tentar trazer um atleta com um preço superdimensionado.

Ronaldo que sempre foi um fenômeno em vender sua imagem, tão logo se aposentou sob o pretexto de uma tireoide, juntou-se a alguns empresários e abriu uma empresa de nome 9nine, que já foi inaugurada com um grandes clientes, atraídos pela influência do gordo. Uma das atividades da empresa é trabalhar a imagem do atleta, e a tática é tentar transformar seus clientes em rockstars. No caso do Neymar foi mais fácil pois ele joga bola, mas no caso Lucas por exemplo, tentam a todo custo colocá-lo como um novo ídolo do futebol nacional, quando é evidente que não passa de um jogador razoável com raros lampejos de craque. Essa semana meteram o tal Lucas a dar uma camisa autografada para o Príncipe Harry da Inglaterra, na mesma semana em que o jogador está sendo questionado até pela sua torcida. É o sinal dos tempos, onde o jogador antes de se consagrar no futebol se consagra na mídia. Acho que essa é uma realidade sem volta.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

De volta e de verde

Voltei de férias, mas durante todo período em que viajei continuei acompanhando o Palmeiras pelos meios que foi possível. A sensação é de animação com algumas coisas e de preocupação com outras.
Ontem contra o São Paulo o time começou bem, muito melhor do que na quinta-feira contra o Oeste. Óbvio que em alguns pontos ainda há deficiência, mas no geral o time estava muito bem e parecia que seria uma jornada fácil. Milagrosamente o Palmeiras acertou nas suas contratações deste ano. Juninho pela lateral não é ótimo, mas é bem regular e cumpre bem sua função, melhor que o Gabriel Silva; Daniel Carvalho é um ótimo meia quando disposto, tem um passe de muita qualidade, é criativo e sabe chutar a gol, seu único defeito é a evidente falta de condicionamento físico para aguentar a partida toda; Barcos tenho até receio de falar e queimar a língua, mas nas poucas partidas que fez se mostrou uma qualidade muito superior a todos centroavantes que passaram pelo Palmeiras nos últimos anos, ontem marcou dois gols, sendo que no segundo mostrou habilidade e frieza dentro da área. Em contrapartida ainda convivemos com algumas deficiências que travaram o time em 2011. Todos os volantes são medíocres ofensivamente, criando muita dependência da inspiração do meia ou dependência de bola parada; Felipão ainda não caiu na real que a entrada dos "mesmos" volantes não ajuda em nada para segurar resultados; Maikon Leite ainda oscila muito de jogador hábil e veloz para jogador burro e veloz.
A interferência de juízes contra o Palmeiras em clássicos é algo que já nem merece mais desgaste, devemos contar com isso, por isso atribuo mais burrice ainda para o Cicinho no pênalti. O chapéu do Cortês não daria em nada e era evidente que ele cairia a qualquer encostão que levasse.  O Cicinho foi espalhafatoso ao tentar conter com o braço o jogador, alias, ontem o Cicinho fez uma péssima partida, tomou um suador do tal Fernandinho e ainda foi discreto no ataque. É bom ele começar a jogar bola que agora ele tem um reserva que o ameaça.
No segundo tempo ficou claro que com o esgotamento físico do Daniel Carvalho o time ficou manco e passou a arriscar mais uma vez as jogadas diretas da defesa ao ataque. Em uma das poucas jogadas mais trabalhadas saiu o terceiro gol do Palmeiras. O tal do Fernandinho parece se inspirar contra o Palmeiras e toda hora cavava uma faltinha ou arrumava alguma jogada perigosa, numa dessas acertou um chute que são-paulino nenhum acreditava que ele era capaz, antes ele havia feito falta parecida com a do Cicinho, mas aí voltamos a falar da tendência dos árbitros nos clássicos.
O empate foi frustrante, pois na grande parte do jogo o Palmeiras jogou muito melhor que o São Paulo, como tem acontecido em outros clássicos. Às vezes parece que o Palmeiras se apavora com um placar favorável num jogo importante e acaba fazendo merda. Espero que no quadrangular final o time pare de dar essas vaciladas.

Vaquinha do Wesley

Quando a diretoria da uma dentro ela da três fora. O Palmeiras a pouco tempo anunciou um belo patrocínio de camisa que rendeu (ou renderia) um bom dinheiro ao clube. Agora com essa situação do Wesley a diretoria apaga o pequeno lapso de competência.
Não que Wesley seja uma má contratação. Creio eu inclusive que a contratação de um volante de qualidade seja vital para o time almejar algum título, não sei se o Wesley seria tiro certo, mas ele jogou bem no Santos. O problema é que o Palmeiras esticou essa novela até agora, trouxe o cara para o Brasil, inscreveu o cara no campeonato, agora bota a responsabilidade de arrumar o dinheiro nas costas da torcida.
Como eu já disse uma vez, o único dividendo do torcedor é o time estar forte e honrado a camisa dentro de campo, para isso ele sempre dá mais do que ganha, mas nesse caso em específico o verbo "dar" tem uma significado absolutamente literal - é depositar na conta mesmo - sem ter a garantia se esse dinheiro será mesmo bem trabalhado ou todo destinado a essa operação. Parece aquelas igrejas que cobram dos fiéis doações, como se sua devoção e fé não fossem o suficiente. Talvez se a diretoria fosse mais próxima de sua torcida, isso teria até algum sentido, mas no Palmeiras a diretoria caga para opinião do torcedor, se não cagasse não levaria os clássicos para os quintos dos infernos, acataria os manifestos de eleições diretas ou de afastamento de algumas figuras comprovadamente nefastas ao Palmeiras, mas não, o torcedor palmeirense é colocado a parte de qualquer decisão, como se aquilo que administram se limitasse apenas aos muros do clube. Agora a solução para não micar o negócio é justamente a contribuição direta em grana deste torcedor.
Cada um é cada um e doa quem quer, mas eu acho que Palmeiras teria meios suficientes para contratar um jogador desse valor sem apelar para esse tipo de ação. Esse é um tipo de pioneirismo que eu dispenso.
Ficam algumas perguntas no ar:
- Se o pagamento é em três parcelas anuais, porque arrecadar tudo, inclusive impostos, numa só operação?
- Onde foram aplicados alguns valores como: verba de TV, patrocínios de camisa e venda de jogadores?
- Por que só não trouxeram o jogador depois de tudo definido?


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Férias!

Férias
Ficarei um tempo sem escrever por aqui pois tirarei merecidas férias.
Espero que no meu retorno o Felipão enfim tenha colocado esse time para jogar, o Barcos seja regularizado e faça os gols que esperamos dele, que o Tirone - agora com um bom patrocínio de camisa - traga um volante de qualidade e mais um atacante e que o Márcio Araújo e o Luan enfim estejam apenas no banco.
Grande abraço a todos e boa sorte para nós.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Será que só ele não tem culpa?

O jogo de ontem contra o Catanduvense para mim foi decepcionante, confesso que fiquei mais puto que de costume e ao contrário de muitos palmeirenses, não consegui sequer extrair algo positivo. Minha maior raiva não foi pelo pênalti imbecil cometido pelo Leandro Amaro, nem mesmo pelos gols perdidos pelo Ricardo Bueno ou tampouco por ter quase perdido para um time que acabou de subir de divisão no Paulista e que jamais em sua história ter marcado um gol no Palmeiras, mas por aparentar que se passou quase 2 anos e o Felipão não ter conseguido fazer esse time do Palmeiras jogar bola, independente dos jogadores em campo.

Até agora Felipão é blindado pela torcida do Palmeiras devido à empatia conquistada na sua última passagem, todos já receberam sua parcela de culpa e foram punidos. Desde a metade de 2010, quando ele assumiu, a torcida o poupou da eliminação da Sulamericana 2010 para o Goais, uma colocação pífia no Brasileiro de 2010, da derrota na semifinal do Paulista 2011 para o Corinthians, da goleada e eliminação da Copa do Brasil 2011 para o Coritiba, eliminação da Sulamericana 2011 para o Vasco, da campanha de merda do Brasileiro de 2011 e cá estamos nós, com o time ainda jogando mal, tendo de correr atrás desesperadamente de um placara contra o Catanduvense. Entendo que no palmeiras nada é fácil, o clima político é pior do que Chernobyl, o elenco não é lá essas coisas, a imprensa joga contra e a torcida é corneteira, mas Felipão teve no Palmeiras o que nenhum treinador teve nos últimos 10 anos, apoio incondicional da torcida para fazer o que quer. Ficamos do seu lado quando ele brigou com Frizzo, quando brigou com Sérgio Prado, quando brigou com Valdivia, quando brigou com a imprensa, quando defendeu o Luan, quando brigou com Kleber, quando dispensou jogadores, quando exigiu outros jogadores, quando cutucou a diretoria através de sua assessoria, enfim, em todas divididas do técnico a torcida comprou sua briga. Mas sejamos honestos, até agora o trabalho de Felipão foi apenas modesto e ao que parece nada mudou para este ano.

Não conseguimos ver o Palmeiras trabalhando uma bola no meio campo, trocando passes até chegar no ataque, toda vez é lançamento para pegar alguém na corrida ou tentativa de jogada individual, nem me lembro qual foi o último gol do Palmeiras saído de uma jogada trabalhada.O Palmeiras erra uma quantidade absurda de passes, pois os jogadores jogam distante entre si e parecem ficar estáticos em suas posições. Veja o exemplo do último jogo, Felipão milagrosamente se arriscou e escalou Maicon Leite na extrema direita, Luan pela extrema esquerda, Ricardo Bueno de pivô e Daniel Carvalho armando – até aí perfeito na teoria– mas na prática o Palmeiras não encaixou em campo, continuou sendo correria pelas pontas, tentativas de ligação direta da zaga para o ataque e muitos passes errados. Marcio Araujo é um volante limitadíssimo, incapaz de produzir qualquer coisa útil no ataque, Luan continua grosso, tentando cruzamentos absurdos e até agora engolimos ambos graças ao carinho de Felipão pela tal eficiência tática de ambos.  Mas que porra de eficiência tática é essa? Correr atrás de bolas que eles mesmos perdem?

Sei lá, pode ser que mude alguma coisa durante a temporada, mas esse jogo contra o Catanduvense me lembrou as dezenas de jogos do ano passado, em que o Palmeiras corre, corre, corre, mas só empata e lamentamos a perda de um gol ou a cagada de um zagueiro. Está na hora do Felipão parar de chiar e botar esse time pra jogar bola como grande que é, pois empatar com Catanduvense é inaceitável.

 

Bota na conta do Del Nero


O Corinthians joga tão mal quanto o Palmeiras, mas sempre há a boa vontade da arbitragem, que compensa qualquer deficiência. Contra o Linense além to tão falado gol anulado, Jorge Henrique (sempre ele) deveria ter sido expulso no fim do jogo, mas contou com a complacência do arbitro. Bota mais essa na conta do Del Nero.


Transmissão de TV          


Ouvimos muita babozeira no último domingo em virtude da Globo ter transmitido o jogo do São Paulo e não do palmeiras. Inclusive teve neguinho de programa de rádio falando que era por audiência. Impressionante a falta de inteligência e de critério de certos sujeitos, pois antes de falar qualquer coisa era só dar uma olhada na tabela para perceber que o São Paulo joga por três rodadas de fim de semana em casa, enquanto o Palmeiras fora e de domingo, portanto se a Globo não transmitisse o jogo do São Paulo domingo passado, provavelmente o time ficaria sem jogos na TV por um longo período, tendo em vista que a preferência no meio de semana é sempre do Corinthians por razões já conhecidas. Domingo que vem teremos Palmeiras de novo na TV. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um time pequeno jogando como grande e um time grande jogando como pequeno

A Portuguesa tem sim um elenco fraco, recheado de jogadores desconhecidos e outros que já rodaram por times grandes mas que nunca se firmaram, porem há de se destacar a filosofia de jogo imposta por Jorginho à Portuguesa. Em 2009, quando o Palmeiras ao seu comendo como interino, disparou na liderança do Brasileiro, chegou-se a cogitar que ele não tinha os méritos pelo futebol que o Palmeiras vinha apresentando e que hora ou outra iria pipocar, contrataram o Muricy por um caminhão de dinheiro e o resto da história já conhecemos. Confesso que fico feliz eu ver o treinador dando a volta por cima e mostrando que é um cara ousado, moderno, querido pelos jogadores e que transformou um time decadente em um time razoável que se movimenta bastante. Claro que há quem diga que é um exagero já colocá-lo como um grande treinador, porem eu gostaria muito de vê-lo novamente no Palmeiras. No jogo de ontem ficou claro que a Portuguesa não deve conquistar nada este ano devido a falta de qualidade de seus atletas na hora de definir uma jogada, no entanto o time da Lusa é ofensivo, adianta a marcação, toca bem a bola e os jogadores se movimentam muito.

Do outro lado o Palmeiras tem um técnico vitorioso, consagrado e que graças a isso ganha uma pequena fortuna por mês. Felipão criou uma receita que lhe rendeu muito sucesso, no Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, seleção Brasileira e Portugal e insiste nessa fórmula nem que morra abraçado a ela. É inegável que os times dirigidos pelo técnico demonstram uma vontade fora do comum e o Palmeiras de hoje tem isso, mas há momentos que a insistência nesse estilo de jogo cansa o torcedor, principalmente quando o time não ganha títulos. Ouço muitos torcedores palmeirenses dizendo que "não é mais o Felipão de antigamente", mas eu penso o contrário, esse é exatamente o mesmo Felipão de antigamente. Ele sempre foi teimoso, retranqueiro e com predileção por alguns jogadores questionáveis, mesmo na época em que se consagrou dirigindo o Palmeiras, sempre houve apostas pessoais dele que ninguém compreendia (lembram do Thiago Silva?). O que o diferencia dos outros é que ele é dedicado ao time que treina, não aceita sacanagens e nem corpo mole e vibra dentro de campo, isso cria uma empatia muito grande com o torcedor, principalmente com o palmeirense que é o torcedor mais passional do Brasil. Ontem o Palmeiras entrou mais uma vez como um time pequeno, preocupado em conter a Portuguesa e esperando que em num contra-ataque ou numa bola parada saísse um gol. Felipão gosta de jogadores voluntariosos e isso que garante vaga no time a caras como Tinga, Marcio Araújo e Luan, mas são jogadores fracos tecnicamente, erram muitos passes e chutam mal a gol. Marcos Assunção é um ótimo batedor de faltas, mas com a bola rolando é apenas regular. Com isso a culpa sempre acaba caindo no centro-avante ou no meia de criação, que se sentem num jogo de fliperama, toca a bola mas não sabe como a receberá de volta. O troca de Tinga por Maicon Leite e de Luan por Daniel Carvalho, não foram coisa de outro mundo, mas mudou totalmente o time, pois aí responsabilidade pelo "bom passe" ficou partilhada entra Valdivia e Daniel Carvalho e sem dúvida Maicon Leite é mais inteligente no último passe que o Luan. Até Ricardo Bueno foi capaz de melhorar depois disso, pois limitações a parte, as coisas ficam mais fáceis para um atacante quando a bola chega redonda.   

Em minha opinião o Palmeiras vem buscando há tempos a solução errada para o time. O grave problema de criação tem início na falta de qualidade dos volantes e mesmo com o melhor centroavante ou meia do mundo, continuaremos sofrendo com a mediocridade de alguns atletas. A bola chega sempre mal da zaga do Palmeiras ao setor ofensivo, pois os atletas responsáveis por essa ligação não são capazes de trocar passes certos e objetivos. Está provado que nos grandes times sempre há grandes volantes ou ao menos, bons volantes. Com Marcio Araujo e Tinga não dá, deveria ter sido procurado substituto para esses atletas, nem que seja na base. Enquanto Felipão insistir em sua receita de bolo com esses atletas o Palmeiras seguirá entrando em campo para se defender e contar com o acaso, pois até é possível ser campeão com um Thiago Silva ou um Galeano, mas não com 3 ou 4 desses jogando juntos como titulares.      


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nós contra a renca!


Ontem pude comprovar via Twitter que inúmeros palmeirenses além de mim se indignaram com o tratamento da imprensa sobre a vitória do Palmeiras contra o Bragantino. Creio que todo palmeirense que acompanha as notícias de seu time na mídia nota uma tendência clara de avacalhação em tudo que cerca o time, principalmente quando em comparação com seus rivais. O que assustou no caso específico de ontem é que toda essa coisa extrapolou o limite do limite, pois a despeito de todas atrapalhadas da diretoria, o Palmeiras venceu e mereceu vencer o Bragantino fora de casa e é inaceitável que a imprensa tenha visto um jogo que nós palmeirenses não tenhamos visto, onde o Palmeiras venceu no "sufoco". É questão de justiça, essa vitória do Palmeiras não é contestável, não precisa ser reverenciada como um feito heróico, mas tampouco ser tratada como acaso ou como sem mérito. Em contrapartida, para ajudar a piorar as coisas, a vitória do Corinthians (em casa), com arbitragem polêmica e gol no finalzinho da partida contra o tradicional Mirassol, recebeu tratamento distinto, conforme pode ser comprovado em imagem que circula nos sites da Mídia Palestrina.    

Sabemos que a mídia nunca é imparcial e que são inúmeros os interesses por trás dos meios de comunicação – assunto bem abordado pelo livro Mídia, Máfias e Rock'n Roll de Claudio Tognolli – como também é fato que especificamente no futebol o nível dos profissionais é muito baixo, reinando o CTRL+C / CTRL+V de textos e idéias. Mas nesse caso creio que não sejam esses (ou só esses) os motivos, pois alguns dos profissionais envolvidos – pasmem – são palmeirenses, inclusive o que assinou a polêmica matéria do Lance – Thiago Salata. Veja bem, ninguém quer que um jornalista palmeirense faça papel de palhaço como fazem aqueles sujeitos da Jovem Pan ou o Chico Lang, até porque o dever de todo jornalista é informar tudo que acontece independente de que isso vá agradar ou desagradar, mas há de se ter o bom senso que o ponteiro da imparcialidade não pode chegar a parcialidade negativa.

O repórter do lance não é o único palmeirense na mídia que avacalhou desmereceu o Palmeiras, no mesmo dia na Transamérica, André Galvão que também é palmeirense, adotou o mesmo tom ao falar da vitória do Palmeiras. Mas porque os representantes palmeirenses da mídia, ou melhor, os representantes da mídia que são palmeirenses são mais críticos com o Palmeiras? Não sei. Talvez por não conseguirem esconder a chateação de ver o time acumular maus resultados nos últimos anos. O grande problema é que esse tipo de coisa só contribui negativamente com tudo, pois tira a confiança do time, da torcida e ainda prejudica a imagem do time perante os potenciais patrocinadores e atletas.

Somado a isso há também o fato de que virou moda tentar achar algo errado no Palmeiras, parece que a todo momento os jornalistas que cobrem o Palmeiras tentam descobrir alguma coisa errada, alguma polêmica, alguma intriga, pois essa é a pauta que interessa aos jornais sobre o Palmeiras, principalmente sabendo-se que nos últimos anos alguns veículos intensificaram seu foco na torcida corintiana, simplesmente por ser a maior.

É uma pena que as coisas tenham chegado a esse nível, mas nós palmeirenses devemos aprender filtrar muito o que lemos na mídia e termos a consciência de que agora o Palmeiras precisa de nós torcedores como nunca precisou antes, pois "somos nós contra a renca".