terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Os doze trabalhos de Nobre
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Não se ensina novos truques para cachorros velhos
Honestamente para mim o placar de ontem era o menos importante. Mesmo que Barcos convertesse o pênalti e o Palmeiras vencesse por 1 x 0 o principal para nós Palmeirenses seria uma postura nova, coisa que não pudemos ver pois a base do time é a mesma do rebaixado. Não to querendo dizer que uma vitória não seria uma boa, até poderia ser pela classificação ou por começar o ano de forma positiva, mas sejamos honestos: mudaria alguma coisa ganhar de 1 x 0 chorado do Bragantino vendo mais uma vez em campo, Marcio Araújo, Luan, Juninho, Mazinho, Maykon Leite... Óbvio que não! Como diz o ditado: Não se ensina truques novos para cachorro velho. Esses jogadores carregam os estigmas do rebaixamento, trazem um flashback dramático de um tempo que não queremos mais lembrar. Para todos os times começou 2013, mas para nós esse ano só começará a partir de amanhã, com a posse do novo presidente.
Lógico que as coisas não acontecerão da noite para o dia, lamentavelmente a inércia doentia que se arrastou por toda essa intertemporada comprometerá o primeiro semestre desse ano. O próximo presidente terá pouco tempo para remendar esse time, com poucas opções no mercado e com pouco dinheiro e credibilidade, justamente em um ano que os principais rivais fizeram contratações importantes. Temos que compreender que nosso ritmo por enquanto é outro e nossa expectativa tem de estar mais direcionada às mudanças que precisam ocorrer fora e tenho esperança que ocorrerão, pois mesmo as figuras mais nefastas tem consciência que nesse grau de estagnação e degradação em pouco tempo não restará nem tribo para eles serem caciques, fora que as novas gerações já deram sinais claros que a mudança é inevitável e quem nesse momento se por contra será atropelado. Na mente maquiavélica dessa gente é hora do tal recuo estratégico.
Que venha o novo! Seja ele quem ou o que for! 2013 precisa começar!
Diretas e eleições
Não sou sócio do clube e somente acompanho o que lá dentro ocorre por meio da imprensa, principalmente a mídia palestrina. Sempre tive a impressão que as eleições diretas restritas aos sócios do clube não trariam grandes mudanças pois um associado não é necessariamente um torcedor e sendo assim seus anseios podem ter outra direção. Mas acompanhando a movimentação de torcedores sócios do clube, que quase diariamente lutam pela mudança do Palmeiras e com a comprovação desse desejo de mudança nas urnas de sábado, passo a acreditar que o Palmeiras deu um passo decisivo para mudança essencial para sua grandeza. A vitoria absoluta demonstra que os sócios não confiam mais sua escolha aos velhacos conselheiros, alias, que a muito tempo não confiam mas que só agora tiveram a oportunidade de endossar isso. É também uma mensagem clara que o Palmeiras não pertence a meia dúzia de famílias, que está na hora dessa gente passar o bastão para novas lideranças e de dar satisfação para o torcedor que agora tem um estímulo a mais para se tornar sócio do clube. Outro avanço considerável é o fato de as eleições serem em dezembro, algo que nos teria feito muito bem esse ano.
Nas eleições de hoje torço para o melhor. Ambos tem propostas semelhantes e fundamentais, o que irá diferenciar é a capacidade de cada um em botá-las em prática. Também tem ciência da importância desse mandato, que inclui o centenário e a inauguração do novo estádio, além de ser a primeira administração que passará pelo crivo do voto direto em seu final.
Estou otimista.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Uma semana
Falta exatamente uma semana para que se conclua o mandato mais esdrúxulo e nefasto da história do Palmeiras. Resta ainda mais uma semana para suportarmos declarações imbecis, descaso com o clube, humilhação e omissão na montagem do time. Infelizmente esse período de quase dois meses em que a administração do Palmeiras se arrastou desde o fim do brasileiro deverão comprometer o resto do ano, dificilmente a chance de o Palmeiras protagonizar algo, com exceção da série B, é muito pequena. Perdemos a credibilidade no mercado, os jogadores preterem o Palmeiras na disputa com qualquer outro clube pois o caos político do clube já expande seu odor fétido para muito além da Turiaçú. Em meio a tudo isso Tirone aproveita seus últimos dias como presidente para dar entrevistas e participar de eventos representando o Palmeiras com sua figura patética de riso fácil do tipo que qualquer um, a quilômetros de distancia, identifica como otário.
Ao ver Tirone sempre surge a pergunta: como um sujeito como este conseguiu se tornar presidente de um grande clube? Qualquer prévia simples de qualquer tipo de instituição jamais o colocaria como candidato a qualquer cargo. Arnaldo Tirone é do tipo de fruto que só a política palmeirense pode gerar, só um meio tão cansado, turvo e tumultuado pode resultar num consenso em cima de um indivíduo sem qualquer aptidão à liderança, provavelmente essa ausência de virtudes tenha sido fundamental para conseguir unir sob uma mesma chapa gente de interesses tão distintos e ao mesmo tempo tão semelhantes em seus objetivos finais - o de favorecimento próprio. O Frankenstein político formado ao fim da gestão Beluzzo, que uniu velhos coronéis que nós palmeirenses estamos (infelizmente) habituados a ouvir os sobrenomes, jamais teria criado consenso sob um individuo de opiniões fortes ou que tendesse a favorecer um dos lados, Arnaldo Tirone cabia como uma luva nesse cenário pois conseguia personalizar o único ponto em comum entre essas vertentes que buscavam coalizão – a infâmia. Seu sobrenome também lhe favorecia uma vez que, tal qual seus pares, pertence a uma família tradicional dentro do Palmeiras. Para não ser maniqueísta ou injusto a oposição (situação da época) também teve enorme responsabilidade, uma vez que se fragmentou em brigas, perdeu a chance de implantar grandes e necessárias mudanças ao estatuto do clube, fez dividas colossais e permitiu o retorno de Salvador Hugo Palaia aos holofotes.
Com esse estilo "inofensivo" Tirone conseguiu ser eleito e passou quase os 6 primeiros meses no ócio alegando que ainda estava tomando ciência da situação do clube e que a saúde financeira era péssima – argumento muito atraente para um presidente repetir insistentemente em entrevistas não é mesmo? Imagino o número de investidores e jogadores que queiram se alinhar a um clube o qual o presidente fala aos quatro cantos que está a beira da falência. Frizzo desde o início foi seu fiel escudeiro, como zorro e tonto ou vice-versa. Tirone entrou também num momento fundamental para futebol brasileiro e para o Palmeiras, em que se discutia a nova divisão de cotas de TV, o presidente fez um "belo" trabalho e mostrou seu "estilo", colocando o Palmeiras como coadjuvante nas discussões e por fim aceitando o que lhe deram. Mas esse estilo mureta não duraria muito tempo, pois uma hora aqueles que o colocaram lá também cobrariam a conta através de posições políticas e cargos e nesse cabo de guerra Mustafá foi o primeiro a anunciar seu rompimento com o nosso nobre banana, devido principalmente ao ímpeto de rancor do Mumu que exigia demissão imediata de todos que prestaram serviço a administração anterior. Depois disso começou o bombardeio via imprensa, guerrilha peculiar a turma mustafista e muito usada contra Beluzzo, distribuindo documentos e fofocas internas aos abutres da imprensa. Tirone, Frizzo e Piraci saiam fazendo cagadas atrás de cagadas e dando declarações que deixaria qualquer ex-BBB no chinelo, com essas atitudes cada vez mais repercutidas pela imprensa restava poucos argumentos para defendê-los. O título da Copa do Brasil foi como uma barraca de coco gelado no meio do deserto, a conquista deu um fôlego ao presidente, que poderia ter aproveitado para dar um novo rumo a sua administração, mas ele não aproveitou, bebeu o coco até acabar, dormiu em berço esplêndido e a inércia lhe castigou com o rebaixamento, alias, castigou a nós palmeirenses, pois o presidente foi visto horas depois de bermuda e boné tomando um sol no Rio de Janeiro. Desde então o que assistimos sem poder fazer nada é um esfacelamento da história do Palmeiras, uma depredação pública de um time quase centenário, de inúmeras glórias que por muitos anos foi protagonista em qualquer competição que disputava. Mesmo assim Tirone continua lá, com um ar tão boçal que beira a demência, não se vê em seu rosto preocupação, abatimento, culpa, nada que indique que no fundo algum dia ele entendeu a importância que tem o time que ele dirige para milhões de pessoas.
E hoje estamos nós contando os dias para que termine esse mandato, mesmo sem ter a certeza do que nos espera, pois a essa altura qualquer coisa é melhor que essa inércia dramática.
Uma semana!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Humor negro
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
ÍDOLOS e ídolos!
Tenho escrito pouco em meu blog ultimamente, isso se deve ao fato de as vezes me cansar a redundância. Muito já se comentou da omissão e incompetência de Tirone, Frizzo e Piraci, agora com essa interdição promovida pelo COF o que já andava a velocidade de tartaruga reumática está na plena inércia e essa ausência total de governo e de notícia vira campo fértil para a reciclagem em massa de velhas má notícias ou para o oportunismo de velhas hienas. Hoje o Andrés Sanches, o projeto de mafioso que se qualifica como um ombudsman do futebol, criticou a postura da diretoria do Palmeiras no caso Assunção e ainda por cima quis induzir a outros atletas terem medo de vir ao Palmeiras devido a falta de respeito. Pois é, infelizmente para nós palmeirenses o fardo tem sido pesado, além dos dramas autênticos inerentes a essa administração pífia e a mentalidade retrograda que orienta a política do clube, somos bombardeados mesmo quando a culpa não está 100% de nosso lado. A verdade é algo sempre muito volúvel e as pessoas absorvem muitas vezes o que querem acreditar e não só o que é. Darei minha opinião abaixo sobre alguns assuntos polêmicos, dos quais muitos palmeirenses podem até discordar, mas peço apenas que reflitam e não sejam injustos.
Antes de tudo gostaria de deixar claro que na minha opinião a gestão Tirone foi a pior que já tive o desprazer de viver como torcedor, talvez só comparável a era Mustafá pós-Parmalat, mas o Tirone já tem ônus demais para assumir os que não são dele, ou seja, o palmeirense tem que parar de ficar sempre do lado de todo mundo contra o Palmeiras sob a prerrogativa da incompetência da diretoria. Sejamos ponderamos para não acabar dando força para quem quer se aproveitar da situação do Palmeiras.
Marcos Assunção
Existem ídolos, bons profissionais, maus profissionais e calhordas. Vejo o Marcos Assunção como bom profissional, mas não como ídolo como alguns querem elevá-lo. Minha referência de ídolo é o Marcos, em todos esses anos que honrou nossa camisa jamais se ouviu falar de discussão de contrato, houve época que o próprio goleiro consciente de sua condição física achava injusto ganhar o que ganhava, mesmo hoje nas entrevistas pós-aposentadoria ele reconhece humildemente que o Palmeiras deu muito mais a ele que o contrário.
Marcos Assunção tem uma postura sempre respeitosa com a camisa do Palmeiras numa era que estamos nos acostumamos com aqueles que pisam nas camisas dos clubes onde passam. Sempre foi um líder dentro de campo e cobrou garra dos companheiros. Esses méritos ninguém pode tirar. Antes de chegar no Palmeiras ele estava jogando no Grêmio Barueri, ganhando talvez 10% de seu último salário no Palmeiras. Quando veio ao Palmeiras se destacou de imediato pela bola parada, talvez a melhor do Brasil na atualidade, teve uma renovação contratual com um aumento substancial no fim de seu primeiro contrato. Teve seus méritos em todo esse tempo, mas grande parte em virtude da carência do Palmeiras em seu setor criativo, que deixou o time dependente de gols de bola parada. Sua presença em campo ao mesmo tempo que oferece um ganho nas bolas paradas, deixa o time com um meio campo mais fraco, uma vez que não é um bom marcador e tampouco um volante de habilidade e vigor físico. O próprio jogador cogitou aposentadoria no final do ano depois da Copa do Brasil e disse que pensaria em talvez jogar mais um ano só para defender o Palmeiras na Libertadores.
Vejam só amigos onde eu quero chegar. Um jogador com 37 anos, exímio em bola parada mas com dificuldades claras de acompanhar na marcação, que cogita aposentadoria, diz querer renovar apenas para encerrar sua carreira no Palmeiras no ano seguinte, imagina-se aí que a questão não é o dinheiro, principalmente quando se fala de um salário de aproximadamente R$250 mil. Acontece que nesse meio tempo o Palmeiras caiu e precisa reformular praticamente todo o elenco, ainda por cima lida com situação espinhosas como a de Barcos e Valdivia, alguém que "gosta" do clube e deseja um vinculo apenas para encerrar sua carreira, diante de um cenário desses o que faria? Negociaria um contrato possível e continuaria no clube certo?. Mas no caso do Marcos Assunção ele não só quis um aumento, como quis um aumento fora da realidade para um jogador nas suas condições.
Quando o Marcos Assunção diz na entrevista coletiva chorando que o Palmeiras não o quis mais, ele não diz a verdade, e joga a imprensa e a torcida contra a diretoria aproveitando o momento de fraqueza explicita. O Palmeiras o quis, tanto que lhe ofereceu uma proposta de reajuste, mas ele (dentro de uma prerrogativa que lhe pertence) não aceitou pois acredita que merece ter um salário, pelo que dizem, de R$350 mil e a partir de agora buscará outro clube. Do mesmo jeito que ele tem o direito de pedir o que acha que merece, o Palmeiras também está no direito de lhe oferecer o que acha que merece e nesse caso não foi desrespeitoso pois não lhe propôs uma redução de salário. A única coisa que me irrita é que o jogador tentou passar, mesmo que sem querer, que o Palmeiras o prejudicou, como se fosse obrigação do clube acatar suas condições, onde o que houve foi um desacordo salarial e o jogador ouvirá propostas de outros times.
Talvez o único erro do Palmeiras nesse caso foi o de ter demorado para tomar uma posição e deixar a situação virar esse circo que virou.
Eu pessoalmente também não renovaria com o Assunção por essa grana toda que ele pediu e aconselho as pessoas que queriam que a diretoria aceitassem essa condição reflitam um pouco mais sobre o valor do dinheiro e o quanto isso não afeta jovens promessas como João Denoni ou Patrick Vieira, que amanhã podem muito bem argumentar que querem um aumento gordo embasado no salário do Assunção. Agora resta saber se o jogador conseguirá o valor que pede no mercado ou acabará fechando com outro clube, tipo Santos, por um valor ainda menos do que o Palmeiras ofereceu.
Boa sorte ao Assunção, obrigado pela postura enquanto esteve no Palmeiras, reconheço sua importância mesmo nesses tempos inglórios, mas discordo totalmente da pauta emocional que virou esse capitulo quando o problema foi grana.
Barcos
Serei breve. Não sei se ele tem controle sobre as declarações do seu irmão e também não sei se ele sente essa gratidão pelo Palmeiras que ele diz sentir, quero acreditar que sim. Mas sair se oferecendo para times do exterior com o argumento de que o Palmeiras está na série B é ridículo. Nem vou me aprofundar no fato de que o Palmeiras lhe deu uma projeção que ele nunca teve na carreira, pois em contrapartida ele também jogou muito bem. Agora se quer realmente sair é justo, mas para isso existe a multa rescisória para ser negociada e uma mesa para ser colocada a proposta. Acredito que o Barcos tem futebol para não precisar ficar batendo na porta de time italiano pedindo: me compra, me compra. Não precisamos de declaração de amor a camisa e nem mesmo piedade. O Palmeiras é um time enorme, apesar de sua situação atual, maior que muito time de segundo escalão da Europa e vestir essa camisa tem de ser encarado como um privilégio. Se Barcos quer jogar ele será sempre bem vindo e o reconhecemos como uma grata surpresa, mas que saiba que para isso está sendo pago (inclusive com proposta de aumento) independente da divisão e que jogadores de seleção que se revelaram no Palmeiras já foram muitos, inclusive campeões do mundo, mas que caso queira sair por uma ambição particular, justo, porem que seja com a classe que apresenta em campo e não fique aí se oferecendo com uma placa de vende-se na testa.
Valdivia
Apesar de saber que o chileno é milionário, que foi ele um dos piores negócios da história do Palmeiras e que ele está cagando e andando para que eu e outros milhões de palmeirenses acham, as vezes olho com tristeza para o Valdivia, pois o vejo tentando justificar o injustificável e penso: será que ele mesmo acredita nas próprias mentiras? Eu sou um anônimo, se amanhã eu morrer ficarei na lembrança de alguns amigos e familiares mas com o passar das gerações não sobrará nenhum registro a não ser uma foto antiga numa lápide, mas se eu tivesse o talento e a oportunidade de deixar um legado eu o faria com o maior empenho. Não imagino que algo seja mais prazeroso que ter seu nome registrado na história para que as gerações futuras saibam de seus feitos e até o imaginem maiores que realmente foram. Logicamente existe uma escala de valores nesse sentido, é incomparável o legado de um grande líder ou um cientista brilhante com um jogador de futebol, de qualquer modo pelo menos para uma torcida esse poderá ter uma importância equivalente. Eu admiro jogadores do passado que nem mesmo vi jogar: Valdemar Fiume, Oberdam, Ademira da Guia, Dudu... Esses, mesmo depois de morrerem, terão seus nomes registrados na história do Palmeiras e do futebol e expostas para os apaixonados em livros, flâmulas, fotos, estatuas, etc.
O Valdivia teve sua oportunidade, tinha até talento para tanto, tomando por base que nem sempre um ídolo precise ser um gênio da bola. A torcida do Palmeiras se identificava com ele, principalmente as crianças que escolhiam seu nome jogando bola na rua. Hoje não passa de um encosto, sem credibilidade que ninguém espera mais nada. Nem especulação em cima dele há, nenhum jornalista o colocando como reforço do Flamengo ou Grêmio, nada! Te juro que há momentos que até me esqueço que Valdivia é jogador do Palmeiras, aprendemos a não contar mais com ele, quando ouço alguma justificativa para um entrevero, uma contusão esquisita, simplesmente dou de ombros, nem irritado eu fico mais, só me lembro dele quando se fala da folha salarial elevada do Palmeiras.
Provavelmente Valdivia terá uma aposentadoria confortável, terá ganho muito dinheiro no futebol assim como outros tantos que tomaram proveito de uma era onde se paga muito mais do que vale. Viverá numa bela mansão em Santiago e pode comprar muitas terras ou virar empresário de jogador, mas passará, do mesmo jeito que eu passarei, sem deixar legado. Não estará em nenhuma escalação de Palmeiras de todos os tempos, nem da seleção chilena, será daqueles nomes raros que os poucos que lembrarem serão aqueles jornalistas enciclopédia.
Uma pena!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O que esperar de 2013?
Oficialmente 2013 começou, mas para o Palmeiras isso só deve ocorrer após dia 21 de janeiro. Está claro que a gestão atual não deve fazer nada nesses últimos 19 dias de mandato, já não há governabilidade, moral e nem vontade para isso. Tirone e Frizzo a essa altura parecem prostitutas de cidade do interior, alguns já precisaram de seus serviços mas ninguém quer ligar seu nome a eles, com isso não há situação, os dois postulantes na teoria são oposição. A corrida por apoio e participação numa eventual administração está a todo vapor, agora vem aquele momento cômico das negações mentirosas e afirmações oportunas, dos melhores amigos de infância da última semana e dos piores inimigos históricos do último mês, toda aquela ladainha inerente a política, lógico que o argumento de defesa sempre será de que é preciso criar uma coalizão com diferentes forças para manter a governabilidade. A coisa no Palmeiras é tão maluca, tão cheia de nomes que vão para lá e para cá, que tem horas que é impossível tomar partido de alguém, apenas torcemos para que quem entrar que faça um bom mandato.
Ambas as propostas são muito parecidas nos conceitos, mas na prática, por mais que haja um plano de ações, dependem muito dos interesses envolvidos para se efetivarem. É evidente que o Palmeiras precisa se profissionalizar, contratar gente de renome para tocar o marketing, gerir melhor suas finanças aumentando as receitas e negociando as dívidas, ampliar os investimentos na formação de atletas, montar elencos fortes, buscar parcerias e alterar o estatuto do clube, mas no frigir dos ovos os presidentes precisam lotear a diretoria e os cargos de baixo escalão aos aliados pois do contrário perdem apoio, aí vira uma Torre de Babel em que um não fala a mesma língua do outro. Não tenho ideia de como conseguirão isso a creio que nem Perin e nem Nobre ainda tem a chave desse problema.
A parte boa é que aparentemente ambos tiveram boas lições com a era Beluzzo e Tirone. Devem (ou deveriam) ter aprendido com o Beluzzo que não basta ser um intelectual bem intencionado e apaixonado no meio do futebol, que a malícia e até uma dose de mau-caratismo (infelizmente) é vital nesse meio, que do contrário nem mesmo grandes receitas são capazes de cobrir os custos do futebol atual e que também nem sempre pode se fazer tudo o que o torcedor quer, pois nós (me incluo nessa) não temos ideia do que rola nos bastidores, jogadores são ovelhas na mídia e lobos numa mesa de negociação. Com o Tirone puderam assistir um presidente fruto de uma aliança natimorta que passou um mandato todo em cima do muro e mais interessado no prestígio que na função. Devem ter aprendido que um presidente de time grande tem que ter posicionamento e dedicação exclusiva, não da para ficar com o barquinho no mar esperando o vento soprar para tomar uma decisão, o Palmeiras é um time imenso com uma torcida chata e que historicamente sempre lutou contra tudo e contra todos, se não tem peito (ou saco roxo) para se impor é melhor ficar tomando sol na piscina, do contrário você será atropelado como o Tirone foi.
O Palmeiras tem um primeiro semestre importantíssimo com Campeonato Paulista e Libertadores que começa em fevereiro. O presidente eleito terá poucos dias para reforçar o elenco e ainda contar com a dificuldade da escassez de opções e dos concorrentes já estarem com o time formado. Terá de assumir a cadeira a 1000km/h e muito ciente do que vai pegar e com quem irá contar. Será o presidente do centenário e da inauguração da arena, além de ter a obrigação de recuperar o respeito ao Palmeiras, se JK quis avançar 50 anos em 5, no caso do palmeiras será avançar pelo menos 30 anos em 2 - proporcionalmente mais trabalhoso.