sábado, 11 de maio de 2013
Ausência temporária
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Ta ruim mas ta bom!
Na prática o Palmeiras foi eliminado mais uma vez no Campeonato Paulista. Desde 2008, quando o Palmeiras foi campeão, o time nunca mais voltou as finais deste campeonato, nesse período tivemos eliminações honrosas como em 2011 contra o Corinthians de Paulo Cesar Oliveira ou vexatórias como contra o Guarani no ano passado. A de ontem por todas circunstâncias e desconfianças que pautaram o Palmeiras deste ano foi bastante honrosa e discordo dos palmeirenses que tem politizado a eliminação. Óbvio que como eu fiz questão de citar na primeira frase do texto, eliminação é eliminação, porem uma derrota na Vila ontem poderia afetar a moral do time que entrará em campo contra o Tijuana na Libertadores, que na minha opinião é o campeonato que mais importa nesse primeiro semestre. Em janeiro discutíamos as chances do Palmeiras nos campeonatos desse ano e correligionário dos dois candidatos eram unanimes em afirmar que o time não teria a menor condição de ser campeão dos campeonatos que disputaria no primeiro semestre e agora vejo cara cobrando, revoltado com a eliminação para um time que na teoria tem muito mais obrigação de ir bem nesse campeonato e que só se classificou graças a um regulamento esdrúxulo, um árbitro conivente com simulações e a ineficácia na cobrança de penalidades. Não é querendo fazer o coro dos contentes, mas temos de ser coerentes com nossas posições e não transformar tudo em critica política. Óbvio que eu também gostaria estar escrevendo aqui sobra a classificação do Palmeiras, mas infelizmente o triste não é o pênalti perdido pelo Kleber é a situação que deixaram o Palmeiras chegar ao longo do tempo de ser sempre considerado o azarão do campeonato. Mantenho minha opinião que para mim o time deve se focar totalmente na Libertadores e que neste ano vale comemorar cada conquista, por mais ínfima que essa seja perante as nossas tradições. A cobrança tem de vir para que essa gestão dê o rumo que ela prometeu dar ao Palmeiras, aí sim caberão as criticas caso isso não ocorra e a fiscalização constante para que não sejam estes mais dois anos perdidos.
O jogo
O Palmeiras começou muito melhor que o Santos mesmo jogando na Vila Belmiro e com um time repleto de desfalques. Após o gol do Santos o time demorou para se achar, mas por outro lado o Santos é também um time bem limitado apesar de nomes estrelares. No segundo tempo o Palmeiras foi para cima, deixando espaço para contrataques do Santos que poderiam ter resultado em gols e consequentemente numa derrota mais aguda. Vale ressaltar que o árbitro da partida apitou todas que o Neymar caiu – TODAS – além de ter ignorado a marcação de um impedimento claro assinalado pelo bandeirinha a favor do Santos e não ter tido a mesma atitude num impedimento marcado de forma errônea que deixaria Vinicius na cara do gol. O Palmeiras cresceu no final do segundo tempo, Leandro perdeu um gol incrível, mas poucos minutos depois Sousa acertou um ótimo cruzamento e Kleber fez enfim o que todos esperam de um centroavante, cabeceou forte a queima roupa e sem chances para Rafael. Vale ressaltar a partida segura de Bruno que não cometeu uma falha sequer e ainda realizou ótimas defesas. Nos pênaltis, em minha opinião, Kleina errou na ordem dos batedores, creio que deixar o primeiro para Kleber tenha sido peso em excesso para um jogador que vinha sofrendo tantas críticas. Kleber bateu muito mal - fraco, rasteiro e no meio do gol - que possibilitou Rafael pegar mesmo tendo pulado para o canto. O tento desfavorável ajudou os jogadores do Santos a baterem com mais segurança e não deram chance para Bruno pegar. Para sacramentar a derrota Leandro bateu fraco e Rafael pulou bem na bola, certa vez ouvi do goleiro do Santos que ele se inspirava em Marcos como goleiro, e pelo menos em cobranças de pênaltis ele parece ter absorvido muita coisa.
Neymar
Apesar de parecer um ator de filme de Kung-Fu chinês, uma coisa deve-se reconhecer, mesmo com toda moral que lhe dão, mesmo com o salário milionário e com a certeza que em breve estará num time de ponta do futebol europeu, Neymar entrou em campo machucado e se dedicou o jogo inteiro, situação contrastante com a do chileno chinelo, que alegou insegurança para ficar de fora de ambas as decisões.
Tijuana
Um empate com gols é um grande negócio.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Valdiva, São Paulo e Marcelo Moreno
A postura da nova diretoria é a de não queimar o Valdivia, pelo óbvio motivo de não desvalorizar o atleta. Não da para julgar ninguém sem conhecer de perto, até porque o Valdivia é uma pessoa no mínimo controversa, mas podemos avaliar alguém pelo custo x benefício ao clube e nesse caso o chileno já extrapolou o aceitável. Na minha humilde visão já não há o mais o que recuperar no Valdivia, nem em investimento, futebol ou tampouco carinho da torcida, cada mês que passa o prejuízo se aprofunda e a paciência da torcida com as notícias envolvendo o atleta se esgota. Eu por exemplo já nem me importo quando dizem que o Valdivia não vai jogar, me incomoda é a polêmica que ele causa quando sente mais uma vez a coxa que abre margem para uma série de especulações, seria mais saudável a todos se nem precisássemos mais ouvir o nome de Valdivia. Será que hoje já não é negócio afastar o atleta e negociá-lo nem que seja se graça? Sério... dessa vez nem vou questionar se ele é vagabundo, chinelinho ou mal caráter, não o conheço e tampouco conheço sua situação clinica, mas o Valdivia só agrega coisas ruins ao Palmeiras. O time se virou até agora sem ele e chegou as decisões que disputaremos, nesse momento o foco devia ser na concentração e na união entre torcida e elenco, mas o noticiário esportivo ficou tomado mais uma vez para um possível migué do chileno. Chega me dar até dó do médico Rubens Sampaio tendo de a todo momento se justificar em público, isso expõe o Palmeiras ao ridículo. Paulo Nobre, Brunoro ou qualquer um do Palmeiras, livre-se do Valdivia de algum jeito! Venda, troque, rescinda, afaste, mas não exponham-se ao patético declarando que esse ano o Valdivia será o cara.
Base do São Paulo
Vários times do país se uniram numa ação de boicote ao São Paulo em sua política de categoria de base. Para variar o político Corinthians se manteve neutro mesmo tendo no início encabeçado tal ação. Não é de hoje que o São Paulo alicia jogadores das bases de vários clubes sob aquele discurso soberbo que todos já conhecem. Agem de acordo com a pseudo aristocracia brasileira – pomposa no discurso e bandida nas ações. O caso mais agudo envolvendo Palmeiras e São Paulo foi do lateral Ilsinho. O vice-presidente do São Paulo Adalberto Baptista, arrogante ao estilo são-paulino, rebateu as acusações no mais velho clichê de desqualificar os acusantes. Disse ele que "times que nem recolhem imposto" vem falar de ética. Logicamente a alusão foi ao Palmeiras, algo recorrente na retórica são-paulina fruto de um ranço histórico entre as duas diretorias que remonta um passado quase xenofóbico. Menos mal que para grande parte da torcida do São Paulo não há em específico esse ranço, há a rivalidade normal, até porque 95% da torcida não pertence a estirpe do são-paulino clássico e talvez nem conheçam a história, apenas torcem pelas conquistas recentes do time. Discutir ética é complicado para o são-paulino, acusam os corintianos de terem ganhado o estádio do governo quando eles também ganharam, acusam o Palmeiras de dividas com o governo quando eles também as tem, acusam o Inter de ter jogado sujo no caso Oscar quando eles foram os professores e assim vai indo. Tenho dó de muitos são-paulinos, pois mal sabem eles a bandeira e o hino que eles sustentam inocentemente. Na boa! Tenho mais orgulho do meu time mesmo na segunda divisão.
Marcelo Moreno
Se a atual diretoria do Palmeiras quer manter sua dignidade, nem cite mais o Marcelo Moreno.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Muito nome, pouco resultado.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Incógnita!
Enfim acabou a primeira fase desse campeonato longo e mal organizado e o Palmeiras não obteve uma classificação digna graças a diversos tropeços contra times abaixo da crítica. Ontem foi um desses dias, o Ituano lutou para não cair no campeonato e graças a vitória sobre o Palmeiras acabou derrubando o Mirassol, que também ganhou do Palmeiras. Nem entrarei em méritos de arbitragem pois creio que nada justifica uma derrota dessas, o time se portou mal e pior ainda foi o goleiro substituto, que pode até ser um grande palmeirense mas que como goleiro é terrível. Agora essa aberração de campeonato, onde se disputa por 4 meses um turno de todos contra todos com 20 times, tem um quadrangular só de mata, obrigando o Palmeiras decidir tudo na Vila Belmiro, num sábado pré-decisão de Libertadores, com uma carga de ingressos para palmeirenses reduzidíssimas. Já adianto que por mim levava o time Junior e que se foda, como protesto mesmo, mas sabemos que há o compromisso com a emissora dona do campeonato e com a patrocinadora, sendo assim o Palmeiras deve mandar o time titular. Há quem achou bom o Palmeiras ter de enfrentar o Santos e evitar um confronto com o um grande da capital numa hipotética semifinal, eu penso o contrário, o Santos virá extremamente motivado pois está focado no Paulista.
Mas o que me incomoda de verdade é a incógnita do que esperar do time do Palmeiras nessas decisões. São dois jogos fora de casa, onde o Palmeiras demonstra excessiva fragilidade. Sabemos que o elenco é muito fraco e que por azar ou incompetência do departamento médico são inúmeros contundidos ou não estão 100%. Os dois últimos jogos foram desanimadores, no entanto há que se considerar que o Palmeiras estava classificado e poupando suas forças. Nada apaga também as boas partidas que o Palmeiras fez contra Tigre, Libertad e Ponte Preta e que bem ou mal obteve a classificação em ambos os campeonatos. Agora é esperar para ver como o time se comportará sábado e terça-feira dia 30 já no México, se será o Palmeiras motivado e raçudo das partidas contra Tigre e Libertad ou será aquele time sem inspiração que foi contra Sporting Cristal e Ituano.
Repito! Podem me xingar, mas eu colocaria o time reserva contra o Santos na Vila Belmiro.
Está se desenhando
Anotem aí. Andres Sanches em breve será o presidente da CBF! Espero que o futebol brasileiro resista a corintianilização avançada da mídia e das federações.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
A noite que viramos abóbora
Começo esse texto afirmando que o péssimo jogo de ontem não apaga as boas atuações anteriores, do mesmo jeito que essas atuações também não podem esconder a limitação do elenco palmeirense e nem dar a ilusão que nos tornamos favoritos a algum título.
Sobre o jogo de ontem sem muito a falar, quem pode ver o jogo notou que o Palmeiras esteve sem a inspiração demonstrada nos jogos anteriores e cometendo erros de passes e posicionamentos infantis dignos de um catado qualquer. O jogo foi uma porcaria, num estádio vazio e contra um time ruim e sem motivação. O Sporting Cristal também não fez muito para merecer o placar, num chute fortuito conseguiu marcar o gol e no demais apenas figurou no gramado. Serve como consolo o fato do Palmeiras ter poupado alguns jogadores e outros tantos estarem contundidos, além de ter dado uma sorte tremenda de o Libertad ter se esforçado ao máximo para garantir a primeira posição ao Palmeiras, tendo além de perdido o jogo, descontando o placar com um gol aos 48 minutos do segundo tempo que tirou a vantagens de gols do Tigre. Porém, independente da colocação ou do possível adversário, o Palmeiras deveria ter ganho o jogo e garantido a primeira posição por méritos próprios. Destaques negativos para a atuação de Juninho (para mim sempre fraco), Marcio Araújo (medíocre), Caio Mancha (errou todas), Souza (que pediu R$240 mil por mês) e Maikon Leite (craque de várzea). Se vale tirar um ponto positivo dessa derrota é o de que o elenco do Palmeiras não se transformou em espetacular da noite para o dia e quando não joga no limite da motivação – algo que não se pode exigir sempre – mostra enormes deficiências, isso indica a diretoria que os reforços são eminentes tanto para a próxima fase da Libertadores quanto para a sequência do ano. É possível inscrever mais três jogadores para próxima fase, pelo tom do discurso do Paulo Nobre é provável que não surja nenhum nome novo, mas quem sabe.
Chave
Pro fim todos brasileiros acabaram passando e o Palmeiras está de um lado da chave com os principais rivais. O Tijuana será bem difícil, uma viajem longa, gramado sintético e um time que em casa demonstrou ser difícil o que defronta com a deficiência do Palmeiras em jogar fora de casa. É fundamental conquistar ao menos um empate no México marcando gols. Caso passe o Palmeiras deve enfrentar o São Paulo, sinceramente após quarta-feira já não boto mais fé nesse time do Atlético Mineiro, aí além de um adversário complicado o Palmeiras enfrentará um histórico amplamente negativo. Ainda assim, supondo que o Palmeiras transponha isso tudo, na semifinal pode pegar Corinthians, Boca ou Velez. Resumindo: o Palmeiras ficou num lado complicadíssimo e se nos sobra um lastro de esperança é de contar com a sorte e com a motivação máxima desse elenco. Façamos nossa parte!
Peço desculpas antecipadas por possíveis erros de digitação ou gramática. Escrevi esse texto correndo.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Bons ventos
Há mais ou menos 3 meses atrás nós palmeirenses vivemos uma desgraça tamanha onde tudo em que se falava Palmeiras era relacionado alguma má notícia. Cansei de falar por aqui que as vezes a impressão é que esse drama palmeirense era escrito por algum roteirista sádico, que usava o Palmeiras como o bode expiatório do futebol. Nesse período, além das derrotas em campos, fomos vitimados por declarações humilhantes de jogadores e seus empresários, comentários jocosos de jornalistas esportivos, redução do valor de patrocínio e uma perda significativa do espaço na mídia. Porém há uma peculiaridade no Palmeiras que nem mesmo os rivais mais talibãs podem negar, a capacidade de ir do inferno ao céu em pouco tempo. Essa bipolaridade talvez esteja no DNA do clube, nas suas origens italianas que é quente ou frio, mas jamais morno, nossas crises surgem em segundos, assim como na mesma fração é capaz do torcedor recuperar todo seu orgulho e bradar que o Palmeiras é o melhor time do mundo.
Talvez a catarse da crise ocorreu na goleada de 6 x 2 para o Mirassol, ali parecia não haver mais o pior a acontecer - elenco desanimado, rumores de racha do elenco, falta de dinheiro, técnico na corda bamba, torcida apática e rivais tripudiando - justamente em um momento onde discutia-se novo patrocínio e contratação de jogadores. Mas depois disso algo aconteceu e o time emendou uma sequência de 5 vitórias consecutivas, incluindo jogos decisivos com adversários considerados difíceis e outros que seriam obrigação, mas que foi cumprido com mérito como esse contra o Guarani no Pacaembu. Os ventos mudaram, nos programas esportivos só se fala de Palmeiras, da raça do time, do apoio da torcida e do peso da camisa. A Kia que prorrogou o contrato por 6 meses por valor de conveniência deve estar rindo a toa com uma superexposição de sua marca. Nas ruas os torcedores exibem orgulhosos suas camisas enquanto nos jornais as capas estampam jogadores batendo no antebraço com sinal de raça. As notícias sobre polêmicas deram espaço para especulações positivas. Impressiona como num período de um mês tudo mudou.
Aproveitemos esses bons ventos para colocar o Palmeiras novamente no rumo que jamais deve sair.