quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um bom prato e um prato cheio

Imagine uma situação...

 

Você vai diariamente almoçar em um restaurante Self Service perto de seu trabalho e devido as opções sempre parecidas e limitadas, já balanceou seu prato de forma a atender seu gosto e necessidade. De repente o restaurante decide se reestruturar e passa a oferecer mais opções de comidas, empolgado você faz uma mistura daquelas, junta strogonoff de frango junto com uns pedaços de alcatra, camarão na moranga junto com torresmo, etc e tal. O resultado é um prato pesado onde não há harmonia entre os sabores e você acaba detestando a comida. É a diferença entre um bom prato de comida e apenas um prato cheio dela.

Com o Palmeiras aconteceu exatamente isso. O time já tinha se adequado a algumas ausências e falta de peças e vinha tendo um desempenho razoável, mas agora com o retorno de Valdivia e a vinda de Maicon Leite e Gerley, me parece que o técnico tem tentado escalar todo mundo mas o time não está encaixando. Claro que o importante é a vitória, mas ontem mais uma vez, na minha opinião, o Palmeiras jogou mal e se tivesse perdido também não seria um resultado absurdo. Wellinton Paulista foi péssimo, só não foi pior pois pegou pouco na bola. Valdivia também não sei o que acontece, errando muitos passes e dribles, longe daquele jogador que a torcida aprendeu a gostar, se fosse só ele tudo bem, mas parece que Maicon Leite deu uma travada também, jogador habilidoso e rápido que é, parece que não está a vontade com essa formação. Outro que esteve aquém do que costuma ser foi Cicinho, arriscou poucas jogadas de linha de fundo ou de penetração. Não tenho certeza se o esquema não funcionou pelo declínio técnico de alguns atletas ou se esse declínio é em virtude do mal posicionamento do time em campo.

O destaque positivo na minha opinião foi João Vitor, que substituiu Valdivia e mostrou mais habilidade que os demais volantes do time. Creio que seja interessante até testá-lo no lugar de Marcos Assunção, que também não atravessa bom momento. Outra mancada do Felipão foi ter entrado com Chico no final do jogo no lugar de Maicon Leite. A intenção foi segurar o resultado mas o efeito foi o contrário, pois o Figueirense passou a dominar o jogo. Em outros jogos fora de casa foi a mesma coisa e o Palmeiras acabou tomando o gol de empate. Chico é ruim! Sabe pato, que não nada, nem voa e nem anda direito? O Chico é parecido. É estabanado na marcação, ruim com a bola nos pés e pior ainda nas finalizações.

De qualquer maneira foi importante esses 3 pontos que recolocou o Palmeiras no G4. Isso é bom para auto-estima do grupo e para o campeonato também, pois mantendo-se próximo aos primeiros colocados pode diminuir o peso da sul-americana. Agora esperamos que o técnico seja capaz de encontrar a formação ideal com todo mundo disponível e que alguns jogadores voltem a apresentar o futebol que costumam ter.

 

Feelings

 

Ontem a impressão é que todos rivais iriam golear e só o Palmeiras empataria. Toda hora aparecia um gol na tela sendo marcado pelo Santos ou pelos bambis. No final o Palmeiras marcou o seu, os bambis quase tomaram um empate histórico e o Santos tomou uma virada histórica. No frigir dos ovos até que nos saímos melhor. Só sinto pelo Santos, que apesar de torcer contra, torço mais contra ainda o Flamengo – A galinhada do RJ.

 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A era dos fanfarrões

Imaginem a repercussão da seguinte notícia:

 

Um diretor de marketing de time de futebol americano da NFL, declara que vai comprar um jogador brasileiro. Para defender sua estratégia o diretor alega que, apesar da falta de qualidade do brasileiro a idéia é transmitir os jogos do time aqui no país e vender camisas, ainda acrescenta "a brasileirada vai ficar empolgada ao saber que tem um deles jogando na nossa liga e imagine quantas camisas com nome Silva, Pereira, Lima, seriam vendidas naquele país'.

De imediato haveria protestos no Twitter e manifestações inúmeras, chamando o tal diretor de preconceituoso, imperialista, entre outros adjetivos, e com razão, afinal é grosseiro tratar um povo apenas como massa de consumo e achar que ainda somos primitivos a ponto de trocar um espelho por uma pepita de outro.

Pois tal atitude acaba de ser tomada por aquele imbecil do diretor de marketing do Corinthians – Luis Paulo Rosemberg. Graças a insignificância do Corinthians essas declarações não surtiram grande efeito, afinal, apesar da megalomania e do complexo de Napoleão que afetam os dirigentes corintianos, esse tipo de atitude acaba sendo encarada como mais uma fanfarronisse. Fala a verdade! Imaginar que os chineses passarão a acompanhar o Corinthians, comprar camisas, só porque o timeco da marginal fez um favor de botar um chinês para jogar é demais né? Só pode ser brincadeira um negócio desses.  

O pior é que esse babaca tem feito escola no futebol nacional, isso porque alguns acharam genial a sacada com o Ronaldo Fenômeno e agora tentam trazer também craques latas-velha da Europa para tentar angariar suas receitas de marketing. Veja que nenhum clube está preocupado em pagar suas dividas, é incrível o fato do Corinthians e Flamengo estarem devendo fortunas e mesmo assim contratarem, contratarem e contratarem. Há quem acredite que essa incrível engenharia financeira se deva apenas as estratégias expansionistas de marketing e as excêntricas idéias do fulano acima citado, quando na verdade a grande sacada foi no backstage, nos conchavos, nas alianças e na influência com as pessoas que comandam tudo por aqui.

Infelizmente a era dos fanfarrões chegou e pelo que parece continuará se expandindo pelo futebol brasileiro. Dezenas de cartolas bolando estratégias mirabolantes para dominar o mundo, aumentar receitas, repatriar mercenários, se esquecendo que a grande e única finalidade do futebol para o torcedor é o seu time honrar a camisa dentro de campo.  

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Naming Rights Itaquerão

Banho de água fria

Existem derrotas que doem, irritam ou nos deixam revoltados, mas há o tipo de derrota que simplesmente nos desanimam, e ontem foi uma delas. Eu até tinha escrito por aqui que o Palmeiras, mesmo perdendo, geralmente jogava melhor, mas no empate contra o Flamengo e na derrota de ontem contra o pífio Fluminense, o Palmeiras jogou mal - muito mal. Infelizmente nós palmeirenses já estamos nos acostumando com anos perdidos, cada um desses com a desculpa pronta: não houve tempo para entrosar o time, perdemos peças importantes, esse é um ano de reestruturação, entre outras. Rezo para que esteja errado, mas ontem o time do Palmeiras me passou uma sensação de que não é capaz de ganhar jogos que precisa ganhar. Era uma obrigação ganhar do Flamengo depois do episódio do Kleber, mas não ganhou; Era questão de honra acabar com o Fluminense depois de mais uma apunhalada, mas novamente o time não ganhou. Como podemos acreditar que um time desses, na hora de um jogo decisivo do Brasileiro ou Sulamericana vai corresponder?

O time que entrou ontem contra o Fluminense é o que temos de melhor, com exceção da zaga e da lateral esquerda, mas pelo que me parece Felipão ainda não conseguiu fazer uma boa omelete com esses ovos e o time não se encaixou. Na cabeça do técnico Kleber é o atacante centralizado, M. Leite cai pela direita, Luan pela esquerda e Valdivia distribui a jogada, mas na prática essa formação não funcionou em nenhum momento do jogo, digo isso porque as chances que o Palmeiras teve foram de jogadas fortuitas e não trabalhadas. Sei que essa formação que entrou em campo ontem nunca jogou junta e é normal o desentrosamento, mas o assustador foi o número de passes errados, chutões, tentativas bizarras de levar sozinho a bola até o gol, cruzamentos sem propósito e a baixa qualidade técnica de alguns jogadores. Até atletas que vinham mostrando um bom futebol ontem deixaram a desejar. Cicinho não acertou uma jogada de linha de fundo, Maicon Leite, com exceção de uma chance de gol, estava perdido em campo, Marcos Assunção fracassou em todas as bolas paradas e Valdivia errando muitos passes e dribles nem parecia o que vi jogar na seleção chilena dias atrás. O ataque parecia estar sempre bem marcado e não conseguia trocar uma seqüência de 4 passes certos. O Luan foi péssimo, talvez o pior (conseguiu superar o Rivaldo nesse quesito), além do gol feito que perdeu, corria como uma vaca louca em jogadas que resultavam em nada. Apesar da insistência do técnico o jogador não tem condição alguma de compor o lado esquerdo palmeirense, é muito esforçado, mas tecnicamente muito grosso, alias, o lado esquerdo do Palmeiras esteve assustador.  O Fluminense também não fez uma grande partida, mas principalmente no segundo tempo, jogou melhor que o Palmeiras, tanto que teve um gol legitimo anulado pouco antes de marcar o gol da vitória.

Com isso o Palmeiras saiu do G4 e o pior, deparamos com uma realidade angustiante. O time é esse aí, não há mais grandes reforços para estrear ou retornar, nem um elenco com peças melhores a disposição. A opção quando o Kleber está machucado é o sosso Dinei ou o virtual W. Paulista; o Patrik ou o Tinga também não garantem muito mais qualidade que o Luan no meio campo; o Gerley ainda é uma incógnita; Henrique é um bom zagueiro, mas não será capaz de fazer muito mais que esses que aí estão; o Valdivia tem potencial, mas não se sabe até onde aguenta. Resta-nos a esperança na evolução técnica (e na saúde) dos poucos talentos que temos, num melhor entrosamento das peças e torcer para a sorte soprar a nosso favor em partidas decisivas.

O campo

Não vejo o campo como grande desculpa para uma atuação medíocre, até porque contra o Flamengo o jogo foi no Pacaembu e não foi muito diferente, mas é vergonhoso assistir dois times profissionais jogarem em um pasto daqueles. Ainda mais sendo em um campeonato de série A organizado por uma federação milionária. Deveria haver o mínimo de critério para a autorização de um mando de campo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

As mentiras que as estatísticas contam

Ontem o time do Fluminense fez aniversário, a apresentação do tal Matinuccio foi o símbolo máximo da celebração de uma história de falcatruas e sujeira do pós de arroz do Rio, um time que chegou ao limbo da série C e se não fosse uma trama suja, daquelas típicas do nosso futebol, talvez hoje fizesse companhia a outros times menores e mais honrosos do Rio de Janeiro, como Boa Vista, Volta Redonda e America.  Mas apesar da data a ser celebrada, os mais de 3 milhões de torcedores fluminenses não foram capazes de colocar sua hashtag em primeiro lugar no Brasil, missão não tão hercúlea, tendo em vista que fatos de tão menor expressão já conseguiram.

É lógico que a torcida palmeirense é muito maior que a torcida desse timeco, mas hoje em poucos instantes a hachtag #PalmeirasCampeao51 já figurava no topo do Top Trends nacional, concorrendo com ações promocionais de grande impacto. Algo semelhante ocorreu há pouco em relação ao aniversário da conquista da Libertadores da América. Um internauta mais atento notará que tópicos relacionados ao palmeiras constantemente estão entre os mais comentados. E qual o porquê? Por que a torcida do Palmeiras é sem dúvida a mais fanática do Brasil. Arrisco a dizer que se essas estatísticas, que contabilizam opinião de qualquer Mané, daqueles que escolhem o time do momento como escolhem música, filmes e roupas, não retratam corretamente as torcidas no Brasil. Tenho certeza que se houvesse um meio de entrevistar apenas aqueles que de fato são torcedores, esse ranking mudaria de modo surpreendente.

O Palmeiras não é um time simpático à mídia, nem um time que uma candidata a miss ou político populista diria que torce para parecer popular, pelo contrário, o time vive sendo esculachado pela imprensa esportiva que distorce o já conturbado ambiente do time, mas mesmo assim basta você sair de casa em um fim de semana qualquer e constatar que o palmeirense ostenta sua camisa mais do que qualquer outro torcedor. Nasci em 1980 e peguei 13 dos 17 anos de fila, não comecei a torcer pelo Palmeiras por causa de nenhum grande time ou título e sim por amor passado de pai para filho, presenciei uma década gloriosa ao fim desse longo jejum, em contra partida também já vi jogadores grotescos ou de mau caráter desonrarem o manto sagrado e proporcionarem catástrofes vexatórias, mas em ambos os momentos mantive-me torcendo do mesmo jeito.Noto que a maioria dos palmeirenses são semelhantes a mim. Pode-se falar que somos bipolares, que oscilamos do inferno ao céu em poucos minutos, mas jamais vou aceitar a tal "tendência de queda" no número de torcedores que apontam essas pesquisas mequetrefes, porque o que oscila é nosso humor e não o nosso amor. Nossa torcida não tem desvios, nosso número de torcedores é e sempre será constante, não difundimos nossa paixão através dessas atrocidades de batizado, licenciamento de bichinhos de pelúcia, campanha de marketing com frases feitas ou lobby com meios de comunicação, passamos essa herança doutrinando nossos descendentes e esses se tornam tão ou mais fanáticos que nós mesmos.

Por isso meu amigos, mesmo sem argumentos quantitativos, desqualifico todas essas pesquisas do IBOPE ou Datafolha, só vou considerar quando fizerem uma pesquisa qualitativa que mensure quantidade de torcedores com qualidade, por enquanto, prefiro levar em conta as minhas próprias análises.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fair play é o catzo


Já tinha escrito aqui mesmo a respeito de um jogo entre Inter e Palmeiras, em que o jogador Oscar do Inter ignorou o zagueiro machucado do Palmeiras, seguiu com a bola e deu seqüência a jogada que originou em gol. Na oportunidade alguns jogadores do Palmeiras também reclamaram, mas não vi todo esse clamor dos guardiões sagrados da ética no futebol, lógico que quando a coisa é contra o Flamengo o senso de ética destes fica ligeiramente mais aguçado.  A Ética é subjetiva, principalmente dentro de um esporte de competição, portanto não há espaço para bom senso, cada qual defenderá seu lado e apresentará seus álibis. É ético, por exemplo, usar o fairplay como artifício para fazer cera? Portanto meus amigos, acabem logo com essa merda figurativa de Fairplay.

Obs: Notem no vídeo, no replay do gol, o jogador do Palmeiras caído.
  

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Está na hora de escolher seu lado

Não tenho absolutamente nada contra o Presidente Arnaldo Tirone, nem mesmo pelo fato de sua candidatura ter sido apoiada pela figura mais nefasta da história do Palmeiras, pelo contrário, ele até me parece um sujeito bacana, bonzinho e altruísta, mas definitivamente esse não é o perfil do presidente de um clube como Palmeiras. Tirone não tem positividade nas suas afirmações, não tem aquela traço de loucura característico nos grandes líderes, que causa desconforto naqueles que tentam confrontá-lo, pelo contrário, o presidente palmeirense demonstra aquela passividade, diria até que uma sensação de covardia. Não foram raras as oportunidades em que ao ser questionado sobre um tema polêmico, Tirone ficou em cima do muro, tentando se esquivar para não ficar mal com ninguém, chegando ao grau patético de dizer que como bom católico confiava que Deus cuidaria de tudo e realmente deve ser ele um bom cristão, pois quando alguém lhe bate em uma face, logo ele serve a outra.
O futebol e nunca foi lugar de homens santos, mas com a anabolização dos empresários e com a supervalorização de jogadores medíocres, o meio se tornou inóspito para fracos ou ingênuos. Vejamos os exemplos recentes, com toda essa palhaçada envolvendo Kleber, Pepinho e Flamengo, até agora não se há uma conclusão se o jogador quer ir ao Flamengo, se quer aumento ou se o time carioca apenas está armando tudo isso por retaliação; ou no caso Martinuccio, onde o Luan com grife argentina assinou com o palmeiras e agora está prestes a assinar com o Fluminense e causar um imbróglio jurídico. Em ambos os casos o presidente sempre tratou adversários sujos como times de respeito e quem trata cobra como totô é sempre picado. Tirone tem que se posicionar de modo firme e até ofensivo quando for necessário, não da para ficar bem com todo mundo.
Certa vez, em uma entrevista ao JT, Tirone fez a analogia do Palmeiras com o filme Poderoso Chefão, que você almoçava com o cara amistosamente e ao se levantar levava um tiro nas costas, pois então presidente, use essa analogia para si e lembre do personagem do Michael Corleone, que no início não queria se envolver nos negócios da família, mas que vendo que a família corria perigo, posicionou-se com firmeza, eliminou seus inimigos e tornou-se o novo Capo.