sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quando o Palmeiras é Palmeiras!

1994 foi a primeira Libertadores que acompanhei. O Palmeiras tinha um time fantástico, que meteu uma goleada de 6 x 1 no Boca Juniors, na minha opinião foi o melhor time que já vestiu a camisa do Palmeiras de 1 a 11: Veloso; Claudio; Antonio Carlos; Kleber; Roberto Carlos; Cezar Sampaio; Zinho; Mazinho; Edilson; Edmundo; Evair. Porem nesse ano o Palmeiras foi eliminado pelo São Paulo em um jogo que Zetti se consagrou. 1999 o Palmeiras viria a ganhar a primeira Libertadores de sua história, hoje aquele time é relembrado por muitos de nós, mas se pegarmos no papel um a um o time de 1994 era infinitamente superior ao de 1999, mas um nem chegou as finais e o outro foi campeão. Indo mais além de forma resumida para não me tornar muito repetitivo, em 93 e 94 o Palmeiras ganhou TUDO que disputou menos a Libertadores, já o time de 99 ganhou apenas a Copa do Brasil em 98 e no ano seguinte a Libertadores.  Porem a Libertadores é um torneio diferente de todos no mundo, o único que as vezes vale mais a força de vontade e a tenacidade psicológica do que o talento e não só pelo formato de Copa, mas por todas adversidades que eu já citei aqui: http://www.chatopalmeirense.blogspot.com.br/2013/04/jogos-na-altitude.html .

Voltemos para os dias de hoje. Fomos bombardeados na mídia de gente que já desclassificava o Palmeiras na primeira fase, cansei de ouvir jornalista apontando o Palmeiras como o brasileiro mais frágil. Não podemos condená-los totalmente, pois era uma previsão mais prática para quem só observa números e ignora a camisa, diziam eles: Bom.. o Corinthians é favorito, O Fluminense e Atlético Mineiro vem forte, como Grêmio e São Paulo que montaram grandes times, já o Palmeiras vai apenas correr por fora e se concentrar mais na série B. Pois bem seus babacas, corremos por fora e corremos pra caralho, tanto que estamos classificados com uma rodada de antecedência, enquanto times como Grêmio e São Paulo pode ser que nem passe da primeira fase. Podem falar o que quiser desse time, que não tem um meia talentoso, um centroavante matador ou um lateral de seleção, mas ontem pude ver naqueles 14 que entraram em campo uma vontade e uma disciplina que vi em poucos times do Palmeiras. A comunhão entre torcida e time ocorreu de modo torto, sem ídolos e sem rostos, apenas em função de um espírito maior, da mística da camisa alviverde e ta dando certo. E assim o Palmeiras vai seguindo valente, forte, coeso e unido e quem quiser nos tirar terá de ter muito mais que o favoritismo proposto pela mídia, vai ter que ter culhão!

Temos a ciência que ainda estamos distantes de qualquer tipo de conquista, mas a partir de agora nos palmeirenses temos no que acreditar e quando acreditamos não há quem desacredite, mesmo sobre um sorrisinho amarelo e discursos hipócritas e desdenhosos, sabem que quando o Palmeiras é Palmeiras o buraco é bem mais embaixo.

Aproveito para parabenizar de verdade todos os jogadores que tem se dedicado muito para honrar essa camisa, todos que entraram em campo ontem, sem exceção nos orgulharam muito. Parabenizo também muito o técnico Gilson Kleina, pois não é fácil um técnico sem a grife dos que passaram anteriormente, segurar a bronca depois de uma derrota como a do Mirassol conseguir recuperar a moral do elenco sem ficar buscando culpados externos e hoje poder curtir uma classificação de Libertadores antecipada.

 Alone

 Foi a primeira vez que fui a um jogo do Palmeiras só sem meus amigos que infelizmente não puderam sair das empresas que trabalham no ABC para chegar a tempo para assistir o jogo. De qualquer modo quando se é palmeirense nunca se está sozinho e na própria fila já se cria novas amizades para compartilhar as comemorações, xingamentos ao juiz e comentários. Foi legal pra caramba! Apenas deixo esse registro aqui para aqueles que as vezes ficam meio inseguros de ir nos jogos por não ter companhia no dia ou coisa do tipo. 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Carteirinha de estudante - todos nós pagamos por isso.

Muita ansiedade para o jogo de hoje, tanta que prefiro nem escrever a respeito, só estou esperando dar 17:30h para sair do serviço e ir ao Pacaembu. Portanto aproveitarei a oportunidade para criticar algo que tenho certeza que todos nós estamos pagando muito caro por isso, a tal carteirinha de estudante.

Quando foi criada a lógica era semelhante a que atual da Ministra da Cultura pretende com o Vale Cultura, a de facilitar o acesso dos estudantes a atividades culturais e desportivas, porem com o tempo aconteceu o que acontece com muitas ideias aqui no Brasil, na teoria é uma maravilha, mas na prática, considerando o número de picaretagens que tem no país, a coisa não funciona e ainda piora para todo mundo. Esse ano nos deparamos com uma aberração promovida pela Federação Paulista, uma espécie de piso para os ingressos de futebol em R$40 e o mais engraçado é que existe o piso mas não o teto o que abre a brecha para times do interior cobrar muito mais que isso. Para jogos em casa, para quem tem o AVANTI, ou não paga ou paga meia, nos jogos fora não tem jeito, se o sujeito quiser ir terá de pagar o preço que for pedido. Me lembro que aproximadamente há 10 anos atrás um jogo comum custava em média R$10 a arquibancada e aqui considere arquibancada todo espaço que não é numerada, inclusive onde hoje é o Setor Visa. E porque catzo os ingressos aumentaram tanto no futebol, shows, teatros, cinema ou em qualquer caralho que aceite essa carteirinha de estudante? Simples! Porque hoje qualquer imbecil adquire uma carteirinha falsificada ou de alguma instituição de ensino do raio que o parta e paga meia e os organizadores tendo em mente que quase 70% vai entrar pagando meia, sobe o preço em tudo e quem paga sou eu, você e aqueles que preferem ser honestos.

Para se ter uma ideia há duas semanas atrás fui do Lollapalooza. Eu já tinha ingresso mas um amigo compraria na hora e fomos a bilheteria. Havia uma fila gigantesca, dando voltas e voltas, logo que chegamos um dos organizadores perguntou: Meia ou Inteira? Porque para inteira não tem fila! Ou seja, aquela fila dando voltas e voltas era de gente que compraria com carteirinha de estudante e julgando pela aparência, de duas uma, devia ter uma grande quantidade de gente que decidiu voltar a estudar depois de velho ou estava repleto de nego com carteirinha falsa. O bilheteiro não é do CSI para ficar investigando uma por uma qual é falsificada, excluindo as cópias toscas, a grande maioria passa sem problemas.  

Lógico que o problema do aumento de preço não passa só por isso, inclui também os altos custos do futebol de hoje, a elitização de setores dos estádios e a ganância dos organizadores, mas tenham certeza que a tal da carteirinha de estudante é uma das grandes protagonistas.

Essa lei perdeu totalmente o sentido e já ta mais do que na hora de reverem essa situação. O IDH brasileiro não mudou porra nenhuma por isso, jogos de futebol e shows de rock não tem nada de instrutivo e não é justo com o torcedor em geral e com o espetáculo que os ingressos continuem nessa escalada de preço. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Jogos na altitude

Todos os anos sempre que há partidas de times brasileiros na altitude da Bolívia, Peru ou Equador surge a corrente dos "especialistas" exigindo que a FIFA ou a CONMEBOL proíba jogos nesses locais. São sempre os mesmos que nós já conhecemos muito bem. Eu discordo de muitos julgamentos da Confederação Sul-americana, inclusive o de convidar times Mexicanos para competição ao mesmo tempo que esses não têm o direito de representar o continente no Torneio Mundial, mas no caso dos jogos em atitude eu sou totalmente contra proibir e digo mais, uma medida assim seria uma espécie de segregação em um continente que não cabe esse tipo de coisa.
A Copa Libertadores da América, como o próprio nome sugere, tem o DNA da América Latina, homenageando aqueles que lutaram pela independência dos países do continente. Apesar de o Brasil ser o único país em que se fala outro idioma, nossa história e nossos problemas são muito semelhantes a dos nossos vizinhos, mas me parece que há sujeitos por aqui que acreditam que o Brasil não pertence a esse continente e teimam em querer comparar tudo com o Europa e com a Copa dos Campeões. Estão sempre repetindo: ahh os gramados europeus, ahhh o comportamento da torcida europeia, ahhh a organização da UEFA. Amigos... o que vocês querem? Que cidades pobres como as latino-americanas possuam arenas moderníssimas totalmente discrepantes da paisagem urbana? O futebol não é uma ilha dentro de um contexto social e quem quer participar de uma copa continental tem de aceitar sua realidade social e geográfica.
Quando ouço alguém pregando contra jogos na altitude chego a imaginar que a piração do sujeito é tanta que ele deseja no seu íntimo mudar até mesmo a paisagem do continente, ou então adotar medidas segregacionistas, excluído times de cidades muito acima da linha do mar. Tirando Santa Cruz de La Sierra, grande parte das principais cidades bolivianas estão incrustadas nos Andes, inclusive a capital La Paz, sendo assim é evidente que muitos times classificados para Libertadores pertencerão a estas cidades e não há lógica alguma forçar o time e sua torcida viajar centenas de quilômetros para jogar em cidades mais agradáveis aos pulmões dos brasileiros, seria como forçar os times do Rio de Janeiro jogarem longe do litoral. Acontece o mesmo com países como Equador e Perú, em que grande parte de seu território está bem acima da linha do mar. Desconheço notícia de algum jogador que tenha morrido ao jogar na altitude, na verdade já ouvi sobre jogador que morreu com raio, parada cardíaca, chocando-se com a trave, mas de falta de ar nunca, tampouco vi algum time ser campeão apenas pelo fator altitude, mas nossos nobres jornalistas reclamam que o futebol não pode ser jogado em alto nível, como se só o que valesse fosse as firulas e não a batalha em si. Para os seguidores de Juca Kfouri não é o futebol que tem de se adaptar ao cenário sul-americano e sim o cenário adaptar-se ao futebol, no imaginário dessas pessoas está uma Copa Libertadores jogada apenas em cidades planas, em belos estádios, com torcedores sentados e aplaudindo com cara de boçal a entrada majestosa dos times em campo sob um bonito hino patrocinado por uma cervejaria, ou então, que os times brasileiros sejam formalmente convidados a deixar a CONMEBOL e filiar-se a UEFA.
Está na hora de se aceitar a Libertadores do jeito que ela é, um torneio onde os desafios da diversidade social e geográfica são seu maior atrativo. Vamos parar com essa frescura de discutir altitude, gramado, estádio pequeno e o cacete a quatro, quem tem de ser campeão passará por cima de tudo isso. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cada um no seu lugar

Uma grande vitória do Palmeiras em Campinas, daquelas que servem para colocar as coisas em seu devido lugar. Respeito a Ponte Preta por se tratar de um sobrevivente do interior de São Paulo, mas o que precisa ser compreendido e que muito dirigente as vezes faz de conta não compreender é que o Palmeiras é um gigante que ESTÁ na série B mas tem o DNA de série AAA, já a Ponte é um time pequeno que faz uma boa campanha e que ESTÁ na série A mas tem o DNA de série B. Após o jogo contra o Mirassol ouvi coisas absurdas do tipo: que o Palmeiras hoje, time por time, se equivalia ao Mirassol, ou que o Palmeiras era um time com uma história  de time grande mas que atualmente era um time pequeno. Todos carregaram na tinta e cometeram um erro grave, óbvio que o Palmeiras não tem um time poderoso, mas nem por isso o elenco é tão fraco quanto um time como o Mirassol, também é visível que o time nesse últimos tempos não é o protagonista que sempre foi, mas as coisas no futebol são muito volúveis e o Palmeiras tem totais condições de se reestruturar e voltar a figurar como favorito de tudo, pois tem camisa, torcida e tradição, assim como times que hoje são badalados amanhã podem viver momentos ruins.

Acredito que se o time manter essa pegada demonstrada principalmente nos dois últimos jogos o Palmeiras pode fazer frente até para times que no papel estão melhores, com a sinergia entre torcida, jogadores e diretoria o Palmeiras tem condições de no mínimo realizar campanhas das quais não nos envergonharemos. Nós torcedores temos de estar cientes que derrotas virão e muito provavelmente eliminações, porem, desde que a entrega seja total a camisa do Palmeiras e a torcida sempre pesará a favor.

 

Entrevista com Paulo Nobre

 

Ontem estive assistindo a entrevista com Paulo Nobre na Mesa Redonda. O presidente esclareceu as condições do Leandro que diverge muito do que ouvimos na imprensa. Hoje o passe do jogador está com valor estipulado em R$13 milhões, no atual momento o Palmeiras não dispões desse dinheiro, mas PN deixou claro também que não é impossível obter esses recursos na época em que deve exercer o direito de compra. Obviamente existem inúmeras variáveis como, se o salário o jogador acertaria as bases salariais no caso de um novo contrato ou se Leandro manterá o mesmo futebol, mas dentro de um padrão comum de contratação acredito que o valor não seja um mau negócio visto que o atacante é muito jovem e pode ter valorização. Quanto ao 5º elemento do Grêmio PN disse que o Palmeiras tem o direito garantido, do contrário, automaticamente terá 15% do passe do Marcelo Moreno, as coisas ficarão mais claras após o término da Libertadores, dizem por aí que o time gaúcho já sente o drama de uma folha salarial tão pesada (incluindo a comissão técnica) e já está abrindo o bico, situação comum aos times dirigidos pelo Luxemburgo. Paulo Nobre falou também sobre a situação financeira do Palmeiras, que é dramática, mas que está trabalhando para obtenção de novas receitas. Comentou sobre o teto salarial e declarou que o Palmeiras não fará mais loucuras que comprometam as finanças. Foi uma entrevista bem esclarecedora, quem tiver a oportunidade procure no youtube.

 

Anotem aí: Logo o Grêmio estará quebrado!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Saindo da inércia

A vitória do Palmeiras sobre o Tigre foi além de emocionante para nós palmeirenses, importantíssima para a autoestima do grupo e para reconciliação do torcedor com o time. Uma das piores coisas que vinha acontecendo com o Palmeiras nesse 1 bimestre de 2013 era a falta de interesse da torcida para com o time, sabemos que a fórmula desse Campeonato Paulista é uma das coisas mais broxantes que existe, um campeonato longo, fraco e com ingressos caros, tenho certeza que se o formato fosse de copa atrairia muito mais atenção dos torcedores, mas isso é um assunto para outro tópico. O Palmeiras vinha jogando para públicos de 5 mil pagantes algo que testemunha contra nós, se o time não é digno das nossas tradições a presença do público nos jogos do Palmeiras também não vinha sendo, que deixa de atrair possíveis parceiros de marketing tão necessários nesse momento de carência financeira.

Tomara que daqui por diante o torcedor palmeirense saia dessa inércia e vá com mais frequência aos jogos e que em campo aqueles que vestem o manto verde, independente de nome ou improviso, demonstrem o mesmo comprometimento do jogo de terça-feira. Campeões de algo dificilmente seremos, mas nosso dever é apoiar até onde as condições físicas e técnicas permitam o time chegar. Quinta-feira que vem mais uma batalha contra o time do presidente da CONMEBOL, mais um jogo cheio de desfalques, mas mais um jogo de casa cheia e quem sabe contrariemos os prognósticos e nos classifiquemos em primeiro do grupo.

 

Seleção

 

Lógico que a princípio ficamos felizes com a convocação de um jogador de nosso elenco, isso mostra aquilo que escrevi aqui há pouco tempo atrás, o Palmeiras ainda é um time que atrai os holofotes para quem se destaca, foi assim com o Barcos e agora com o Leandro. Por outro lado essa convocação tem o lado negativo. Leandro não é do Palmeiras e nem sequer tem um valor estipulado. No caso do jogador se destacar no jogo, conseguir mais algumas convocações, o maior beneficiado seria o Grêmio. Digo mais, mesmo se o Grêmio tivesse emprestado gratuitamente o Leandro para o Palmeiras, ainda assim seria um baita negócio. Ninguém conhece muito bem as clausulas do negócio entre Grêmio e Palmeiras, mas pelo que me parece foi o acordo entre o porco e a galinha para fornecer ovos com bacon, a galinha dá os ovos e o porco a própria carne.

 

Departamento médico

 

Volto a reclamar do departamento médico do Palmeiras, incluindo fisiologista, preparador físico, todos responsáveis por colocar os atletas em condições em campo. São 8 contundidos, isso em início de temporada. Claro que pode ser por razões naturais, mas alguém tem que dar a cara e justificar o incidência tão alta de contusões. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pergunta que não quer calar

Não possuo conhecimento algum de engenharia mecânica, porem sei dizer quando meu carro está funcionando bem ou não, alias, para tudo na vida assim, quando você é um especialista é você o cara para apontar as causas, compreenderá toda complexidade de algo ou coisas do gênero, mas para dizer se algo vai bem ou vai mal você não precisa ser expert no assunto.
Alguma coisa estranha acontece no departamento médico do Palmeiras, desde o fatídico ano passado o treinador nunca tem todas peças a disposição e o pior, não tem as melhores peças. Hoje contra o Tigre a zaga está com os desfalques por contusão de Henrique e o péssimo Leandro Amaro (que nem conto), Vilson está suspenso e então sobrará para Maurício Ramos e o queimado Marcos Vinicius dar conta do recado. Na fatídica partida contra o Mirassol estavam no estaleiro o residente Valdivia, além de Souza, Henrique. Maikon Leite e Vilson. Vale ressaltar que a temporada mal começou e teoricamente estava todo mundo zerado.
Valdivia é um caso insolúvel, dessa vez não da nem para dizer que é migué pois até da seleção chilena ele ficou fora. Aí que me surge a pergunta: O que acontece com o Palmeiras que os jogadores se machucam tanto e demoram tanto para voltar?
Não sei se é um problema fisiológico, se o time por ser limitado se esforça mais do que o necessário em campo ou se o departamento médico e de fisioterapia é fraco para um time que disputa tantos campeonatos, fato é que com um elenco já tão frágil, perder 5, 6 ou 7 atletas pesa demais. Lembro que no ano passado passamos por situações absurdas, como contra o Coritiba que havia um time inteiro desfalcado e jogadores no sacrifício. Atribuo as contusões como um fator preponderante para queda, pois não foram poucas as rodadas com atletas improvisados.
Logicamente se eu questionasse o médico do Palmeiras a respeito sua resposta seria que não sou especialista, por tanto minha opinião não tem embasamento. Concordo! Mas então faça a coisa funcionar catzo! Tiveram quase um mês de intervalo entre a última partida da Libertadores para chegar agora com o time cheio de desfalques?

terça-feira, 26 de março de 2013

Pesquisas para quem precisa!

Nos últimos tempos surgiu uma onda de pesquisas apontando "tamanhos de torcida". São inúmeros institutos, cada um com uma metodologia diferente que apresentam números totalmente diferentes que só provam o seguinte: dependendo da metodologia você consegue até mesmo apontar que 90% dos objetos azuis são vermelhos.
Em uma época como a nossa, que as informações trafegam numa velocidade impressionante pela internet sem que sejam minimamente checadas, qualquer pesquisa vira uma realidade absoluta. Não importa a mando de quem e pelo interesse de quem os números foram divulgados, basta apontar um instituto com um nome que impõe uma implícita credibilidade (um nome gringo ajuda bastante), que em pouco tempo nas mídias sociais os torcedores saem compartilhando indiscriminadamente. A mídia descobriu o fenômeno das pesquisas, as pessoas gostam de se comparar a todo momento mas são pouco aptas a compreenderem analises mais abrangentes, por isso preferem o formato dos "10 mais".
Agora está sendo divulgada uma pesquisa realizada pelo instituto Pluri Stochos Pesquisas e Licenciamento Esportivo (!!!???) que aponta a queda do Palmeiras para a 5ª maior torcida sendo ultrapassada pelo Vasco em 0,1% (4,9% - 5%). Vejam bem amigos, a pesquisa não está falando de um time numa fase espetacular, que de repente influenciaria a "massa sem massa" a mudar de lado, está falando do Vasco que passa por fase muito semelhante a do Palmeiras. O mais chocante é que recentemente o IBOPE também divulgou uma pesquisa que mostra uma diferença de 1,9% a favor do Palmeiras, que se fossemos comparar a grosso modo indicaria que em alguns meses quase 4 milhões de brasileiros deixaram de ser palmeirenses enquanto quase 2 milhões viraram vascaínos, sei lá, talvez animados pelo vice-campeonato da Taça Guanabara. Já a pesquisa Datafolha de 2012 aponta o Palmeiras com 7%, o Vasco com 5% e o São Paulo com 9%, que deixaria o Palmeiras ainda mais próximo do terceiro lugar do que do quinto. Caso você seja autodidata ( o que aconselho), crie você mesmo sua metodologia e em suas viagens para o Brasil colete sua amostra. Comece por São Paulo, Estado que sozinho atinge 22% da população nacional, depois vá a Minas e veja o número de palmeirenses, ao Paraná ou então compare os jogos do palmeiras no Nordeste com os jogos do Vasco ou até mesmo com os do São Paulo, avalie se esta pesquisa revela a realidade.
Veja bem, não estou puto apenas porque sou palmeirense, mas não tem cabimento tantas pesquisas com números tão distorcidos e apostaria que apesar da má fase, a torcida palmeirense é muito maior que a vascaína. Torcedor não muda de time da noite para o dia e a influência dos pais na escolha de time dos filhos ainda é a que mais pesa, algo que não impede que mudanças nos tamanhos de torcida ocorram, mas não em tão pouco tempo.
Sou apenas uma pessoa dentre milhões que esses sites famosos atingem, mas de qualquer modo deixo aqui minha manifestação para o honrado instituto que divulgou essa pesquisa: Peguem essa pesquisa e enfie nos seus respectivos.